Tudo o que você precisa saber sobre Fashion Revolution

 

Há quatro anos, mais precisamente dia 24 de abril de 2013, uma tragédia marcou o mundo da moda. O edifício Rana Plaza, em Bangladesh, desmoronou e acabou com a vida de mais de 1100 trabalhadores têxteis, além de deixar mais de 2500 feridos. Este edifício reunia várias fábricas de tecelagem/costura de marcas famosas (como Benetton, Mango e Primark), mas o que ainda mais chama atenção são as condições que as pessoas trabalhavam ali: desumanas, quase em ritmo de escravidão.

Alguns meses antes do desmoronamento, um incêndio já tinha acabado com a vida de centenas de pessoas no mesmo lugar e nada havia sido feito. De acordo com o livro ‘Moda com Propósito’, de André Carvalhal, em treze anos mais de 200 mil pessoas morreram em 300 acidentes como esses, envolvendo fábricas de roupa.

Diante das tragédias da indústria de moda, duas designers e ativistas, Carry Somers e Orsola de Castro, criaram o movimento Fashion Revolution. Com sede em Londres, o movimento já foi abraçado por 92 países. Durante uma semana, a Fashion Revolution Week, rodas de
conversa, palestras e reflexões sobre o desenvolvimento das roupas são realizadas.

O objetivo principal é mostrar para o consumidor o que há por trás do mercado de vestuário, as condições de trabalho das costureiras e os materiais usados para cada tipo de peça. Incentivar o consumo consciente é um dos pontos de engajamento da semana, abrindo os olhos dos consumidores para que a moda não seja vista apenas como objeto de desejo ou produto de valor.

Perguntas como “quem fez minhas roupas?” “quais materiais foram usados?” “de onde eles vieram?” e “esse valor condiz com o trabalho realizado?” são as principais questões debatidas no evento.

 

O evento de São Paulo é o ideal para os Mackenzistas

Em São Paulo, durante toda essa semana, há atividades e palestras abertas ao público. A maioria acontece na região do centro da cidade, muitas no Unibes Cultural, rua Oscar Freire – cenário típico de moda na cidade. As inscrições são feitas através do site (http://unibescultural.org.br/palestras/viva-a-cidade/fashion-revolution-week/472).