Vivência entre heróis

A Paralimpíada Rio 2016 está chegando ao fim, mas durante sua realização deixou muitas histórias emocionantes e ensinamentos para o mundo todo. A aluna do curso de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Elizabeth D’andrea, esteve presente em alguns momentos do evento e em uma entrevista nos contou como foi sua experiência.

Em quais dias você foi e quais modalidades você acompanhou?
Eu fui ao dia 10 e 11 de setembro. Assisti no sábado (10), judô pela manhã e de tarde acompanhei o atletismo. No domingo (11) de manhã fui ver a competição de remo e pela tarde, tênis.

Desses esportes que você esteve presente, qual chamou mais sua atenção?
Gostei muito do atletismo e do remo. Mas o remo foi mais por conta da vista que tinha, por estar na Lagoa (Rodrigo de Freitas) e o ambiente ser muito legal. Da arquibancada não dava para sentir, mas a Lagoa estava bem fedida, com certeza quem estava competindo sentia o mau cheiro. Já no atletismo tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, está rolando o arremes
so de peso e junto tem salto em distância, logo depois acontece uma corrida. Tudo é muito rápido.lagoa rodrigo de freitas

Você presenciou algum (a) brasileiro (a) conquistar o pódio?
Sim! Vi a Shirlene Coelho do arremesso de dardo ganhar a medalha de ouro. Ela quase quebrou o recorde mundial. Também pude ver brasileiro ganhando prata e bronze na corrida.

Nesse tempo em que esteve nos jogos, o que chamou sua atenção?
A energia de lá era surreal, era incrível! Todo mundo torce. A gente vê na TV que o brasileiro torce até para o juiz, e isso é real. Por exemplo, eu estava em uma corrida de cadeira de rodas em que o cara que estava em último lugar era quem mais recebia palmas, cada vez que ele passava o povo gritava “Vai, a gente acredita em você!”.
Eu achei que ia ver coisas muito diferentes nos jogos, mas não. O que vi era tudo bem parecido (com as Olimpíadas). No judô a única diferença era que eles já começam em contato um com o outro para saber onde está cada um. No tênis de cadeira de rodas o que muda é a bolinha poder quicar duas vezes.judo paralimpíada

As estruturas estavam adaptadas para receber deficientes físicos?
Para isso, sim. Tinha muita rampa. Se não era rampa, era elevador. Só que a estrutura em geral não estava boa. Tem uma rampa que liga o terminal de ônibus ao parque olímpico que você via que a ponte estava feita pela metade. Construíram um tapume, uma gambiarra de última hora para poder terminar a ponte. Você percebe que nos estádios em que colocaram panos bonitos na parte da frente como a obra está incompleta.

 O que você vai levar dessa Paralímpiada?
Uma experiência muito boa de ver as histórias de vidas de quem estava competindo. A lição de que nada é uma barreira na vida.

A despedida dos Jogos Paralímpicos irá acontecer no dia 18 de setembro às 19h30 no estádio do Maracanã.

Texto por Ana Julia Paloschi