Trabalho de formiguinha

“Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.” Esse é um trecho da passagem de Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe, em português), que inspira Vinícius Kikuti. O mackenzista, de 19 anos, está cursando o primeiro semestre de Arquitetura e Urbanismo.

Nascido em Atibaia, interior de São Paulo, diz sentir-se muito acolhido pela Universidade. Afirma que o melhor acontecimento foi ter conhecido pessoas que mudaram o seu modo de ver acerca das personalidades do Campus. Uma das qualidades de Vinícius é sua resiliência, o que traz, de acordo com ele, pontos positivos e negativos. Diz que sua flexibilidade em se adaptar o acompanha nessa nova fase.

Devido à recente mudança, o estudante ainda sente saudades do campo, que se encontra entre os seus locais favoritos. Outros deles são teatros, “com uma paixão especial pelo Teatro Renault”, e circos, tendo visitado recentemente o espetáculo do Cirque du Soleil, em São Paulo.

Atualmente, Vinícius cita que não se arrisca muito, porém conta histórias de sua infância. Quando tinha seis anos, ele fugiu de casa, mas logo retornou, assustado. Essa realidade de quando era pequeno nada condiz com sua personalidade nos dias de hoje. O mackenzista diz ter mudado muito no aspecto do diálogo, da timidez, e das relações interpessoais. Realizou tarefas como a apresentação de trabalho em frente à sala inteira, ação que antes causava maior desconforto.

Em relação aos estudos, ele fala: “quero participar mais da faculdade, digo, em respirá-la e vivê-la”. Sua maior conquista, por enquanto, tem sido o ganho de autoconfiança. Tal qualidade é muito importante para ele, ao se imaginar, daqui a quatro anos, produzindo seu TFG (Trabalho Final de Graduação). Vinícius deseja que cada detalhe seja trabalhado, para que fique satisfeito.

O estudante acredita muito nos pequenos passos, que levam à criação de algo superior. Analogamente a isso, se baseia no princípio de “pouco a pouco”, para mudar nossa realidade. “Melhorar a vida das pessoas, sem o foco financeiro”. Ele diz que o essencial, portanto, é trabalhar e progredir com o humano existente, ou seja, a nossa sociedade atual.

Texto por Isabela Cardoso

Isabelle Formigari Gandolphi
Estudante de Jornalismo, sagitariana e do interior. Repleta de sonhos e confusões. Cheia de amor pra dar e piadas pra fazer.