Victória

Victória: amor e compaixão pelo próximo

“Em 2012 minha vó faleceu e minha igreja já tinha trabalhos voluntários com asilos, orfanatos e hospitais. Foi nessa época que eu comecei a ir nesses lugares pra ajudar as pessoas. Só que eu sempre quis fazer mais que isso.”  É assim que se inicia essa jornada cheia de amor e compaixão de Victória Santos, que tem 19 anos e é estudante do terceiro semestre de publicidade.

Para a mackenzista, ajudar as pessoas veio a se tornar algo muito importante para ela. Com a ajuda de sua amiga, Aline, elas criaram o projeto Descolecionando. Victória nos conta que no início, esse projeto foi cheio de loucuras e momentos inesperáveis. “No primeiro dia tava eu e a Aline. Nós fomos numa favela. Tipo cena de filme: tinha um ‘chefão’ e duas pessoas do lado dele de braços cruzados encarando a gente. Foi aí que a gente percebeu o perigo que estávamos correndo. Mas valeu a pena”

 Esse projeto vem crescendo e ganhando cada vez mais credibilidade. “Logo no começo, o projeto não era bem estruturado. Não tinha nem nome. Já agora, no início desse ano, o projeto já tava melhor estruturado. Foi aí que ele começou a crescer muito. Nós éramos 3 pessoas, agora somos 25/30.” Se depender da dedicação da estudante, esse projeto vai muito mais além. “A gente quer que esse projeto cresça e que as pessoas saibam que existe, mas não com a intenção de expor meu nome e o da Aline, mas sim com a ideia de que sim, você pode ajudar pessoas.”

 Segundo a estudante as pessoas têm uma perspectiva diferente sobre as pessoas em situação de rua. Em sua visão, eles são muito mais que pessoas que não tem um lar, eles são vencedores e guerreiros. Eles não precisam da pena dos outros. “Tipo, as pessoas acham que morador de rua é um coitado, mas não, só dele estar ali vivo e seguindo a vida, já faz dele alguém vencedor. Deixar de olhar eles como vítimas, mas sim como guerreiros. ”

 Mesmo já ajudando os outros, ela ainda quer potencializar essa sua força, atingindo cada vez mais pessoas, para assim fazer com elas percebam a realidade que as envolvem. “Eu acho que eu chocaria muito mais as pessoas, mas chocar de forma positiva. Fazer com elas tenham um contato maior com aquilo que está em volta delas. Porque o que você falar abala, mas o que você vive é um testemunho muito maior. ”

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