Universos Particulares

Universos Particulares

Parar e analisar a diversidade de pessoas que existe por aí é algo assustador no mínimo e extraordinário no máximo. Não existe duas pessoas iguais no mundo. Até os gêmeos mais idênticos são singulares em seus interiores. Cada pessoa é absolutamente única e, para os românticos incuráveis, insubstituível.

Mesmo com todas as exclusividades, na maioria dos casos o que aproxima um do outro não são essas particularidades, mas sim as semelhanças. São os gostos que se coincidem. O pensamento que caminha na mesma reta. Os lugares que fazem parte da mesma rotina. As manias parecidas. O semelhante e já conhecido.

Muito além dos gostos ainda existem aquelas pessoas que parecem idênticas a nós, não fisicamente, mas na alma. Aquelas que podem odiar sua banda favorita, mas entendem suas paranoias. Que acham seu filme favorito superestimado, mas amam ouvir seus pensamentos sobre a vida e o universo. Porque no final, é isso que cada um é em sua essência. Um universo.

E assim como o universo em si é o assunto mais complexo e misterioso que existe, cada pessoa tem essas mesmas características. Saber o que existe do outro lado de um buraco negro às vezes é tão fácil quanto entender o outro. Semelhanças aproximam. Singularidades impressionam. E o diferente? O não ainda explicado? O que diverge?

Ele afasta, se falta empatia. Ele confunde se não existe compreensão mútua. E mais do que tudo ele expande. Para além do que era conhecido, da zona de conforto. Ele mostra que as vezes o que se precisa é daquilo que contradiz tudo que você já sabia – ou achava que – até então.

Porque se parar e analisar, quando se gosta de alguém pelas semelhanças uma parte de você se aproxima por já saber que uma parte da pessoa já é recíproca, por essa parte ser você mesmo. Mas quando, de todas as pessoas, com todas as suas particularidades, a mais diferente de todas chama mais atenção. Te cativa. Te conquista, você pisou no desconhecido. Em um universo completamente desconhecido e, quem sabe, em um buraco negro.

Mas sem tomar esses riscos no inexplorado, tudo seria mais do mesmo. Mais do que já se sabe. Do que já se entende afundo. Mais de uma parte de nós. E neles tantas pessoas. Tantas histórias. Tantas visões. Iriam de dissipar no vazio. E nele estaria muito mais do que se pode imaginar. E a chance de conhecer um universo novo, e apaixonante, se perderia.

 

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Larissa Iole de Freitas

Paulistana propensa a sonhar demais em meio a realidade. Apaixonada por histórias novas, café(s), bons livros e uma boa playlist que acompanhe isso tudo.