Um pedido de socorro

Um pedido de socorro.

Guerra, medo e sofrimento. São essas as palavras mais presentes no meio dia a dia. Ao abrir meus olhos todos os dias de manhã, a visão que contemplo são de tanques e homens armados desfilando pelo que sobrou das ruas.

A paisagem ao meu redor aterroriza a muitos e entulho de casas destruídas por bombas se espalha pelas ruas. As que ainda possuem paredes em pé estão completamente marcadas por balas.

Alguns de nós não suportam a pressão de viver neste ambiente e fogem em barcos e trens rumo a qualquer país que ainda possa ser chamado como tal e lhes ofereça uma vida melhor. É uma travessia arriscada e um rumo perigoso a se tornar que muitas vezes não apresenta fim, ou apresenta um fim literal para a jornada de uma vida. Os que tentam suportar ou preferem não arriscar suas vidas enfrentam uma luta diária pela sobrevivência.

Pergunto-me qual pode ter sido nosso erro para merecer viver nesta realidade horrível, com o medo constante de nunca voltar a habitar em um lugar com relativa paz.

Quem eu sou?

Sou apenas mais uma vida perdida no meio de uma guerra da qual não tem culpa. Sou apenas mais uma criança, mulher, homem que alimenta a esperança de um dia ser resgatado desse lugar.

Sou o refugiado que arrisca sua vida no mar e grita nas fronteiras tentando encontrar proteção em algum lugar. Sou apenas mais uma pessoa gritando SALVE-ME.

Texto de Aline Fatima

“Ser corajoso não se trata sobre não ter medo, mas sim superá-los por um bem maior. Então nunca podemos agradecer demais àqueles que, apesar do medo, dedicaram suas vidas para que muito pudessem viver em paz. Eles são os verdadeiros heróis sem capa do nosso mundo, e merecem nosso reconhecimento.” Comentário de Rodrigo Nunciaroni, aluno de Publicidade e Propaganda da Universidade Presbiteriana Mackenzie