Um crescimento pessoal

Igor Ferreira, que está cursando o 5º semestre de Engenharia Mecânica, tem apenas 22 anos e já teve a oportunidade de morar em quatro países diferentes. Além de ser uma pessoa muito agradável e divertida de conversar, fica perceptível seu amadurecimento em relação ao seu modo de pensar e ver o mundo. “Eu morei fora por 5 anos, fiquei em Dubai, Nova York e Miami à medida que meu pai ia sendo transferido no trabalho. Eu fui com 14 anos e não tinha ideia do que fazer, estava perdido, mas com o tempo fui amadurecendo e acabei aproveitando muito essa experiência.”

Ademais, ele nos conta um pouco do que fez durante esses anos e o quanto cresceu nesse período, “Acho que essa viagem me acrescentou de várias maneiras, mas principalmente no inglês e também nesse contato com várias outras pessoas e culturas diferentes.”

Como Igor não estudou no Brasil, ao voltar teve uma difícil fase de adaptação para conseguir prestar o vestibular, mas segundo ele, o resultado recompensou e o deixou muito feliz. “Na minha opinião, conseguir entrar na faculdade foi uma das minhas maiores conquistas, já que fiz o ensino médio inteiro fora e o método de ensino, além das matérias são bem diferentes.”

Com a ajuda de apenas meio ano de cursinho, ele entrou no Mackenzie e a partir de então diz estar aproveitando muito do que a Universidade fornece, “As minhas melhores experiências foram as aulas no laboratório de mecânica. Aqui a gente já montou vários motores e peças diferentes, algo que além de eu gostar, me capacita para começar a minha carreira.” Apesar de dizer que teve dúvidas na hora de escolher o curso, agora afirma que tem certeza de que fez a escolha certa e inclusive já está a procura de estágios para dar início a sua carreira.

Igor é uma pessoa muito tranquila. Ele gosta de passar seu tempo livre malhando, fazendo natação, tocando piano e conversando com os amigos em algum lugar calmo. Ao questionarmos, no final, sobre alguma ação que o mesmo faria para mudar o mundo, obtivemos a seguinte resposta: “Eu acabaria com a fome. Pessoas comuns poderiam ajudar com pequenas doações, enquanto restaurantes deveriam se planejar para não desperdiçar tanta comida e ao mesmo tempo ajudar quem precisa. É muito triste ver crianças pedindo comida. É muito triste ver alguém morrendo de fome.”