Um amor pela fotografia

Fernando Pereira da Silva, 57 anos, nasceu em Santo André (ABC Paulista).

Professor muito querido pelos seus alunos, chegou ao Mackenzie a partir de um convite para participar de uma banca e acabou ajudando no processo de formação de um novo curso para a Universidade até então: o Jornalismo. Desde este momento, Pereira afirma gostar do seu trabalho e ter aprendido muito com ele, “O Mackenzie me acrescentou demais, primeiro porque é uma grande Universidade, o ambiente de trabalho com os professores e o nível dos alunos é excelente e, além disso, acrescentou também porque eu passei a sentir uma coisa que nunca havia entendido, que é esse famoso espírito Mackenzista. Então, eu fui incorporado e incorporei isso do que é de fato ser um Mackenzista”.

A partir do momento em que, com 16 anos, viu uma foto vinculada na revista Realidade de uma menina correndo nua e queimada no Vietnã, sempre foi um sonho para ele se tornar jornalista, tanto repórter como fotógrafo, sendo que seu pai, apesar de não ter sido um profissional de foto, gostava muito de tudo isso e acabou passando essa paixão pela imagem para seu filho, “Eu sou jornalista de formação e a fotografia veio como herança de família”, além disso, depois de alguns anos, também se tornou um sonho virar professor, como sua mãe, então provavelmente esse outro lado também seja uma herança familiar, “Eu amo dar aula, amo estar no meio dos alunos, eu adoro essa troca de experiências e sorrisos”.

“Para mim, fotografia é o ar que eu respiro, é a água que eu bebo e acima de tudo, uma paixão. Muitas pessoas me questionam sobre qual foi a minha melhor foto, mas na verdade eu não tenho a melhor, eu ainda vou fazer”. Pereira nos conta que no geral gosta muito de fotografar gente, apesar de ter trabalhado e ainda trabalhar com foto esportiva e de estar se tornando um especialista em fotografar carros. “Quando eu viajo, prefiro fotografar mais fotos de pessoas a de paisagens”.

Ele nos conta sobre sua dificuldade em escolher a melhor experiência com a fotografia no meio de tantas outras, até que resgata uma grande recordação, “Já fui o segundo fotógrafo brasileiro a ir para a Antártida, mas mesmo assim, umas das experiências que eu mais guardo no coração, foram as fotos que eu fiz do Ayrton Senna duas semanas antes de ele morrer, uma delas ele inclusive autografou”.

No seu tempo livre, Fernando gosta de ir ao cinema, até porque tem tudo a ver com o que ele ama, ouvir desde músicas clássicas à moda de viola, tocar violão para relaxar e tirar fotos sozinho, que é uma coisa que ele diz gostar muito, apesar de não ter tantas oportunidades. “No Pantal, para fotografar um pássaro eu fiquei duas horas na espreita e com água até a cintura, devido ao pouco de ângulo que eu tinha para fotografá-lo, tudo isso graças a essa minha mania de ficar sozinho”.

Uma pessoa que ama o que faz e que mesmo depois de tantos feitos ainda coloca seus dois filhos e família como suas grandes conquistas, encerra dizendo: “Uma das coisas que me diferenciam das outras pessoas é o fato de eu estar sempre de bem com a vida, dificilmente alguém vai me ver triste, pois por pior que tenha sido o meu dia, no dia seguinte eu vou acordar sorrindo e pedindo a Deus por um dia melhor, eu não vou reclamar, eu nunca reclamo. O segredo para isso é amar o que eu faço”.\

Escrito por Mariana Almeida

Matheus Negrão

Amo ouvir novas histórias e reciclar meu mundo interior. Acredito que tudo pode ser belo, é só olhar por um ângulo diferente.