Trump e Kim Jong-un se encontrarão nesta segunda

Por: Fábio Ribeiro Barreto

Após meses de incertezas e polêmicas, o tão esperado encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ocorrerá. Está marcado para as 22h00 (horário de Brasília) desta segunda-feira (11) em Singapura.

Será a primeira reunião presencial entre presidentes de ambos os países desde a Guerra da Coreia, ocorrida na década de 50. Durante o confronto, a Coreia do Norte invadiu a vizinha do Sul, que obteve ajuda das Nações Unidas, principalmente os EUA, para expulsar os invasores.

Até ano passado, a relação entre os países da península coreana era muito conturbada. Entretanto, em fevereiro, iniciou-se os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang na Coreia do Sul.

Logo na cerimônia de abertura, ambos os países apareceram com uma bandeira unificada. Já no encerramento, o líder da delegação norte-coreana, Kim Yong-Chol, apertou a mão do presidente sul-coreano Moon Jae-In.

Tais atitudes demonstraram o interesse dos norte-coreanos em ceder uma “pequena abertura” ao mundo. Após muitos incidentes, o líder norte-coreano e o presidente norte-americano, decidiram se reunir para discutir o programa nuclear de Pyongyang.

O evento foi cancelado algumas vezes e ambos os representantes deram declarações polêmicas. Entretanto, após idas e vindas, a data foi estabelecida e os dois já estão na cidade-Estado.

Sobrou até para o ex-jogador de basquete Dennis Rodman participar do encontro. Ele visitou várias vezes Kim Jong-un, que considera um amigo. Além de ser bem próximo de Donald Trump. O ex-esportista será útil para acalmar os ânimos de ambos os líderes.

O presidente norte-americano declarou-se otimista: “Teremos um encontro muito interessante amanhã e só penso que funcionará muito bem.”

O estudante de jornalismo do Mackenzie, Gustavo Iglezias considera que esse encontro é um grande passo para ambos os países. “Os EUA pedem a desnuclearização da Coreia do Norte, enquanto os coreanos tentam diminuir os impactos dos EUA e da ONU em sua economia.” 

Já o estudante de jornalismo do Mackenzie Caio Villela considera estranho o encontro: “há um mês estavam se ameaçando e agora estão selando um acordo. Acredito que tenha sido uma jogada do líder da Coreia do Norte. Ele conseguiu o que queria para o seu país, ganhar a mídia.” 

Ainda segundo Caio, no final das contas, é uma coisa boa, pois sela a paz. “Vamos aguardar os próximos episódios. Torcer para que tudo fique em paz, porque guerra nunca é bom.”