Teatro

Teatro e a interação com a platéia – O Pai

E aí, gente? Hoje viemos falar sobre uma peça de teatro que interessou vários estudantes de publicidade e propaganda. Cursando o 4º semestre, tiveram a oportunidade de unir seu aprendizado sobre marketing e arte.

Na aula do Professor Carlos Eduardo, foi dada a opção escolher entre duas peças: O Pai ou Esperando Godot. A partir disso, seria feito um planejamento de comunicação.

Na classe do mackenzista Daisuke Hattori a peça escolhida foi O Pai, o qual todos foram incentivados a assistir. Ele nos conta sobre sua experiência:

“Comecei entendendo que o gênero não tinha uma forma definida. Sabia que a coisa rolava entre comédia e drama, porém não fazia ideia de como eu iria alcançar os dois.

Quando a peça começou, o clima era exatamente esse: interrogação e mistério. Foi bem esquisito, mas o enredo foi rolando até que me deparei com o drama e comecei a entendê-lo aos poucos (com aquele toque de humor, lógico). Minha testa até doía de tanto franzir, meu olho já é fechado, mas eu o encolhia mais ainda com a cara de dúvida.

E pronto, empatia! Sentia a dor o sofrimento mesmo sem entender exatamente o que estava acontecendo. Além de me colocar no lugar da filha na história, coloquei-me no lugar de minha mãe, que tem um pai com o mesmo problema. O final chegou com o mesmo clima do começo, não sabia se eu estava triste, feliz ou com a cabeça saindo fumaça.

Senti um vazio, mas ao mesmo tempo fiquei impressionado de como a peça foi capaz de me impactar. ”

 

Esta peça que abalou Daisuke, conta a história entre um pai e uma filha que lidam com situações familiares e uma doença que afeta a memória. Assim, as ocasiões confundem a plateia no quesito do que é verdadeiro e o que é falso, do que é real ou ficção.

O organizador e diretor da obra, Léo Stefanini, foi conversar na sala com os alunos e recomendou: “É importante ir ao teatro, seja por apenas diversão, experiência ou questão cultural. Os jovens não costumam ir muito ao teatro, mas os que vão sempre gostam muito e querem voltar. ”

E Fúlvio Stefanini, o principal ator da peça e pai do diretor, comemora seus 60 anos de carreira com esta bela trama que transforma lágrimas em sorrisos, e sorrisos em lágrimas que atrai pessoas de todas as idades e classes.

Cena da peça O Pai
Cena da peça O Pai

Será que você conseguiria distinguir as cenas importantes das demais?

A peça é apresentada no Auditório MASP, às sextas e sábados às 21h, e no domingo, às 19h30min. A meia entrada custa R$30,00. Ficará em cartaz até o dia 30 deste mês, então corra que dá tempo!

Texto feito por: Letícia Stankevicius

Revisão: Isabela Matias

Arte: José Henrique Pereira

Fontes: MASPFolha, Imgur