Sobre tornar-se Frida

Por: Hanna Oliveira

Já não há amarras que possam me prender.

O alçar do voo já se deu. Eu fui, eu vi, eu fiz. Eu finalmente sou na plenitude do que se possa ser.

Se descobrir, redescobrir, descontruir…

Experiência mãe para o clímax de se ver mulher, enxergar-se mulher. Ver-se apequenada. Aprisionada. Mas, enfim, desatar as amarras.

Sejam livres! livres da existência que lhe foi atribuída.

Soltem o grito preso no peito, apodere-se de seu destino, de seu corpo.

As muitas cores, os muitos desejos, as muitas dores e os muitos jeitos.

Ser protagonista de sua história.

Juntas, seremos.