Sempre recordaremos a Campeã Chapecoense

A maior tragédia esportiva da história: Acidente de avião da Chapecoense que comoveu o mundo inteiro completa um ano.

Há exatamente um ano uma tragédia no futebol fez com que o mundo entrasse em luto. Dia 29 de novembro de 2016, o avião que transportava a Associação Chapecoense de Futebol para Medellín na Colombia, realizou um pouso forçado entre as cidades de La Ceja e La Unión, uma região montanhosa do país. A aeronave transportava 77 passageiros, divididos entre jogadores, comissão técnica, e 21 jornalistas.  Apenas seis pessoas sobreviveram, sendo elas: o jornalista Rafael Henzel, da Rádio Oeste Capital, os comissários de bordo Ximena Suarez e Erwin Tumiri, e três jogadores da Chape, o zagueiro Neto, o goleiro Follman e o lateral Alan Ruschel.

A Chapecoense conquistou o carinho do Brasil aos poucos. O time de Santa Catarina conquistou espaço pouco a pouco no futebol brasileiro até chegar na série A do Brasileirão em 2014, depois de ficar com o segundo lugar na série B 2013, atrás apenas do campeão Palmeiras. A vaga foi conquistada após o empate por 1×1 com o Bragantino, e quem fez o gol do Verdão do Oeste foi o artilheiro Bruno Rangel, uma das vítimas do acidente. Anos após, a Chape seguia na busca de um sonho: conquistar um título internacional. O sonho estava cada vez mais próximo e a Chapecoense subiu um degrau de cada vez, chegando na final da Copa Sul-Americana 2016, a primeira final de um torneio internacional do clube. A disputa seria contra o atual campeão da Copa Libertadores 2016, Atlético Nacional da Colômbia.

O caminho foi árduo e a Chape evoluiu pouco a pouco no torneio. Nas oitavas de final, a disputa da vaga foi para os pênaltis e a estrela do goleiro Danilo, também vítima do acidente, brilhou. O arqueiro defendeu 4 das cobranças, o que levou o time para as quartas de final. Depois de vencer o Junior Barranquilla por 3×0 no jogo de volta, em Chapecó, o verdão chegou à semifinal do torneio, onde Danilo cresceria novamente. O adversário da vez foi o temido San Lorenzo. Após o empate por 1×1 na Argentina, um empate sem gols classificaria a Chapecoense. O grupo foi mais guerreiro do que nunca, e uma defesa espetacular de Danilo aos 48 minutos do segundo tempo garantiu a vaga dos guerreiros de Santa Catarina na final.

Não é só futebol, não é apenas um esporte, é união, coletividade.  A Chapecoense demonstrou tal fato da seguinte maneira: unindo o país. O Brasil inteiro era verde e branco. Todos vibravam, apoiavam e torciam para que o Verdão do Oeste realizasse esse sonho! Os brasileiros, viajaram de coração com a Chape para a Colômbia. A comoção era total e a festa para a segunda partida na Arena Condá já estava garantida. Infelizmente, a belíssima história ganhou uma página triste e definitiva. O acidente foi o maior da história do esporte e mobilizou o mundo inteiro. Todos os clubes do Brasil, e clubes internacionais como o Real Madrid, Barcelona, Borussia Dortmund, Liverpool e Milan também prestaram homenagens.

A cidade de Chapecó entrou de luto, e a felicidade que preenchia os corações dos torcedores transformou-se em dor e tristeza. O sonho transformou-se em pesadelo e todos se reuniram na Arena para receber os corpos das vítimas,  prestando uma linda homenagem aos guerreiros que lutaram tanto para chegar à uma final, e trazer orgulho e alegria aos seus torcedores. O Atlético Nacional da Colômbia, também prestou belíssimas homenagens à Chape. Os Colombianos abriram mão da taça e deram o título de campeão para o time de Santa Catarina.  Além dos próprios torcedores do Atlético, que lotaram o Atanásio Girardot durante o horário em que a partida seria realizada, para homenagear as vítimas do acidente.

Homenagem do Atlético Nacional à Chapecoense.

Depois de 12 meses, esposas, mães, pais, filhos, famílias inteiras ainda choram a perda de seus entes queridos de forma tão repentina e brutal. Mas, o legado da Chape nunca será esquecido. O orgulho pelos guerreiros nunca será perdido. A Comissão Técnica será sempre lembrada pelo excelente trabalho que vinha fazendo. Caio Junior nunca será esquecido. Serão sempre lembradas as defesas de “São Danilo”, como foi apelidado carinhosamente pela torcida. Os gols de Ananias, Kempes e Bruno Rangel, o maior artilheiro da história da Chape, nunca deixarão de ser comemorados. As roubadas de bola de Dener, Caramelo e Thiego serão sempre ovacionadas. A liderança do capitão Cleber Santana será sempre enaltecida. Os jogadores serão sempre lembrados, por terem dado o seu melhor. O Brasil nunca esquecerá, de como um time do interior de Santa Catarina conquistou o país e fez morada nos corações dos apaixonados por futebol. Os 21 jornalistas que viajaram junto com a delegação para escrever essa página inédita na história do clube também não serão esquecidos. O exemplo de profissionalismo e dedicação servirá de base para vários jornalistas iniciantes.

O possível time titular da Chapecoense que iria para a grande final.

Dia 29 de novembro de 2016 ficou marcado na memória de todos, infelizmente por lembranças ruins. Todos lembram como receberam a notícia do acidente, como relata Rafaela Rossi, integrante da Editoria de Esportes da Redação Virtual e estudante de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie : “um ano e eu me lembro como se fosse hoje. Logo que acordei e vi a notícia, fiquei sem entender, o coração apertou, as lágrimas escorreram…Foi difícil, parecia que era com a minha família. Ali naquele avião, haviam homens que estavam escrevendo uma das histórias mais bonitas do futebol brasileiro. O quanto eles foram guerreiros e heróis jamais se apagará da história e das nossas memórias. Eternos Campeões. “

Paulistana apaixonada por esportes, principalmente futebol. Ama ler,escrever e conversar. Fã de Maroon 5, Game of Thrones e chocolate.