Sem público presencial, museus “abrem as portas” para visitação virtual

Por Micael Leal

A pandemia da Covid-19 afetou o acesso das pessoas aos diversos tipos de artes, inclusive as idas aos museus. Desde o início da pandemia, em março do ano passado, os espaços tiveram as suas portas fechadas por conta do isolamento. Como forma de ajuste pela alta demanda, as instituições estão oferecendo vistas virtuais interativas, algumas gratuitas, além de conferências virtuais.

O MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista, oferece um tour virtual, no site oficial e na Plataforma Google Arts & Culture. Maria Luiza Gonçalves, 21 anos, relata a sua experiência de acompanhar as exposições pela internet. “É diferente, consigo ter acesso sem sair de casa”, diz a jovem. Segundo ela, pela tecnologia conseguimos apreciar o acervo de obras contemporâneas, mas a experiência não é a mesma que a presencial, e precisamos entrar no mundo da imaginação devido ao distanciamento social.

Na mesma linha, o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, disponibiliza um tour virtual, mas em visão 360°. Beatriz Araújo, 23 anos, pretende acessar: “Moro em São Paulo, nunca fui para o Rio de Janeiro, mas sempre tive vontade de conhecer o Museu do Amanhã, agora consigo visitar pelo meu celular”. A facilidade de acesso à arte pode se tornar comum no futuro pós-pandemia, e produtores culturais já pensam nessa possibilidade para sempre. Para o professor de cultura, Daniel de Thomaz, os museus que optarem por colocar suas exposições virtuais como algo definitivo devem gerar um impacto na economia e no turismo futuramente.