Roupas, quadros e esculturas: faça o que te deixa feliz

“Pretendo trabalhar na área de jornalismo da moda e de arte são as duas maiores paixões da minha vida e são coisas que minha mãe me influenciou porque ela sempre foi, também muito apaixonada por arte e por moda. São as duas coisas que me deixam mais feliz é estar rodeada por roupas bem feitas ou quadros e esculturas”, diz Paula Nunes sobre a carreira que pretende seguir.

“A escolha do mackenzie foi por ser perto e por ser uma boa faculdade de administração. “ diz. Ela agora faz faculdade de jornalismo. Ela explica o porquê da mudança. “Jornalismo sempre foi uma coisa que eu queria fazer. Quando eu era pequena eu via as revistas da minha mãe que ela coleciona e adorava. Quando eu era maior e sabia escrever textos, eu escrevia matérias de coisas aleatórias que vinham na minha mente. Eu lembro que em 2006, eu fiz uma lista de coisas que eu queria pra minha vida e uma das coisas era fazer faculdade de jornalismo (essa lista eu tinha perdido e achei na época que eu decidi sair de administração achei bem uma coisa de destino).”
“E ai teve uma época que eu realmente não tava aguentando as aulas. Eram tão chatas que eu nem queria ir. Eu faltava demais. Ai meus pais falaram para eu sair do curso. Ai eu decidi sair e fazer transferência. “Perdi a data da transferência tive que fazer o vestibular de novo e aqui estou”, relembra.

Essa saga toda com Adm foi tão intensa que a jovem considera a experiência como sua maior aventura. “ A minha maior aventura que eu vivi no mackenzie foi aguentar dois anos de adm, um curso que eu realmente tentei gostar mas não deu. (isso conta como uma aventura né porque realmente foi)”Já sua maior loucura “foi ir morar num país diferente sem meus pais, por meio ano para dançar”. Ela se refere quando foi morar na França para estudar Ballet.“Quando fui morar fora, eu ia todo dia livre em algum museu ou rua que tinha as lojas que eu mais gostava e isso também só me ajudou a gostar ainda mais e pensar em atuar no jornalismo dessa área”.Dentro dessa área, ela tem sonhos grandes: “meu maior sonho é trabalhar para vogue como editora chefe. Clichê sim mas fazer o que”, brinca.“Eu queria estar no escritório da vogue com o meu crachá de trabalhadora” é o que responde ao ser questionada de onde queria estar.“Ou em um fliperama, sabe aqueles do shopping?” continua em tom de brincadeira.

Paula também fala de sua experiência na França e da gastronomia do país. “Muito pão, geléia, as coisas são muitos mais frescas”.  Responde sobre o que eles costumam comer. Sua comida preferida lá era sopa de cebola e ‘gratin dauphinois’, batata gratinada com queijo e creme de leite. A estudante diz sobre como eles dão importância para uma alimentação saudável e de fácil acesso para todos. “Uma coisa que gostei bastante é relação deles com comida. Eles tem uma visão bem mais consciente do que estão colocando para dentro do corpo”. “Eles preservam muito isso de ter coisas frescas e orgânicas sempre. Todas as escolas eram assim, inclusive as públicas”, continua.

“Acho que a frase que eu mais gosto por enquanto é uma do escritor russo Liev Tosltoi do livro que eu estou acabando de ler,’Guerra e Paz’, que é assim: ‘Imaginamos que, assim que somos arrancados do nosso caminho habitual, tudo acabou, mas é apenas o começo de algo novo e bom. Enquanto houver vida, haverá felicidade. Há muito, muito diante de nós.’”diz sobre sua frase favorita.“Me fez chorar porque me fez pensar que um dia eu cheguei a pensar que tudo tinha acabado eu não ia ser mais feliz (isso eu tinha 21 anos) mas depois que eu comecei essa nova fase de agora na vida eu percebi que claro que não! Olha o tanto de vida que eu tenho pela frente”,ela se emociona ao falar sobre o assunto.“Me fez pensar que realmente enquanto houver vida haverá felicidade”, continua.

Por último, ela fala em mudar o mundo. Para Paula é importante que se diminua o consumo de produtos com origem de animais: “As pessoas deveriam assistir mais documentários sobre consumir menos produtos animais”, diz sobre o que mudaria o mundo. Outra mudança seria que todos fizessem algo que realmente gostem. “Acho que fazer com que todas as pessoas façam o que elas realmente gostam de fazer para todo mundo se sentir feliz”. Feliz, igual Paula se sente no meio de roupas bem feitas, quadros e esculturas.