Devagar se vai longe

“A melhor [experiência mackenzista] eu diria que foi o amigo secreto aqui na RV, no final do semestre passado.” relata Rodrigo Nunciaroni, 20, estudante do sexto semestre de Publicidade e Propaganda e ex-líder da editoria Etc & Tal.

Rodrigo sabia desde o primeiro colegial que seguiria a área de Humanas para o futuro, assim como estudaria no Mackenzie. A escolha pelo curso, por outro lado, levou um pouco mais de tempo, e, segundo ele, aconteceu de uma hora para a outra. “Foi do dia para a noite. Eu estava pesquisando curso para ver qual eu gostava, eu já sabia que era Humanas. Tinha Psicologia, mas Psicologia tem umas partes biológicas; e tinha Jornalismo, só que eu achava meio formal e eu queria algo mais informal, então optei por Publicidade.”

De acordo com o jovem, a melhor experiência de sua vida foi conhecer a Itália, país de origem de sua família. “Eu visitei duas cidades e até hoje não sei qual foi a melhor, que foram Veneza e Roma. Por um lado, Roma, desde que eu comecei a gostar dessa parte italiana da família, eu queria conhecer, até porque eu gosto bastante de história. Mas, Veneza é uma cidade do estilo que eu gosto, pequena, que não acontece quase nada. A principal atração da cidade acontece numa praça (Piazza San Marco), que é quase do tamanho da RV.”

Ele, que fala italiano, inglês, está aprendendo alemão e pretende estudar a língua russa, “uma língua bastante curiosa”, gostaria de morar por um tempo na Itália ou na Inglaterra. E, além do interesse por idiomas, gosta de “jogar qualquer tipo de jogo”.

O mackenzista comenta ainda sobre a solidez que a passagem pela Redação Virtual trouxe a ele. “Quando eu entrei [na Redação Virtual] estava pensando em outras coisas, tanto com relação a expectativa do que eu ia fazer aqui quanto do que eu queria trabalhar. Depois, mesmo fazendo minhas coisas, eu arrumei tempo para decidir. Ficou mais claro o porquê eu estava aqui.”

O futuro publicitário, que transmite uma paz típica dele, e utiliza da frase “Devagar se vai longe.” para se descrever, nem sempre, contudo, foi assim. “Depois que passou toda aquela euforia do começo [da universidade], eu acho que fui melhorando a confiança em mim mesmo, sabe? Quando eu entrei, era aquele cara, completamente fechado, que não tinha confiança em mim. Eu acho que com o tempo a faculdade foi ajudando. Se eu pudesse fazer alguma coisa para mudar o mundo, passaria menos tempo fazendo com que as pessoas aprendessem as coisas tradicionais e tentaria trabalhar mais o psicológico delas, principalmente na parte de confiança. Porque eu sei que para mim, fez muita falta. Isso é uma coisa que veio agora, quando eu tinha 19 anos. Seria muito mais fácil para as pessoas se a gente tratasse esse lado desde cedo.”

Beatriz Lia Santiago
Eu amo dançar e adoro começar me descrevendo a partir disso. Acredito que a dança, assim como a escrita são formas únicas de expressão. Sou geminiana e estou mudando sempre de ideia. Às vezes distraída, mas sempre pensando e produzindo mil coisas na cabeça.