O diário de Anne Frank

Resenha: O diário de Anne Frank

Acredito que todos já devem ter ouvido falar de Anne Frank e de seu livro pelo menos uma vez na vida. O diário de Anne foi muito lido ao longo dos anos desde sua publicação em 1947, e ainda hoje é bem comentado.

O livro, escrito pela menina, conta sua rotina de 1942 à 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período ela e sua família ficaram escondidas junto com mais quatro pessoas, todos eles judeus.

Por ser uma história real de judeus em meio a guerra podemos imaginar que se trata de um livro triste, mas o diário está longe de ser somente isso.

A história dela não vai te fazer só chorar, mas também rir, se questionar, e compreender , que mesmo em meio ao caos ainda somos capazes de pensar no bem e crescer como pessoas. No decorrer do livro é possível perceber que Anne é uma garota inteligente, forte e cheia de vida.

No início do relato, devo admitir que o achei  um pouco cansativo. Anne parece ser uma garota bobinha, que não entende muito bem o que está vivendo. Alguém que dá valor a coisas irrelevantes , se comparado ao horror que os judeus vivem fora do anexo em que ela mora. Mas depois de mergulhar no livro isso vai passando.

Mesmo estando em uma situação horrível, ela tem os mesmos sentimentos de uma pessoa normal de sua idade. Anne vive mudanças no corpo, na maneira de pensar e tem dúvidas sobre si e sobre o mundo. É bem provável que você se lembre de sua própria adolescência enquanto lê.

Havia momentos de que até me esqueci da guerra. Não há como não se apaixonar por Anne e admirar sua evolução ao longo do tempo.

Então chega o fim do livro… (ALERTA DE SPOILER)

O que acontece com Anne não é segredo para ninguém, quando começamos o livro já sabemos o seu final. Por essa razão imaginamos que vamos estar preparados. Mas se mil vezes eu lesse “O diário de Anne Frank” e soubesse de cor as palavras usadas , mesmo assim todas as vezes sentiria dor ao fechar o livro.

Perder Anne é como perder alguém conhecido, quase um amigo. Se tem os mesmos pensamentos de quando alguém próximo se vai. “Ela era tão jovem , tão esperta, tinha tanto pra mostrar ao mundo”, foi o que me peguei pensando.

Se querem ouvir a opinião dessa jovem leitora, esse livro deveria ser lido por todos . A jornada descrita nele nos mostra desde a crueldade de uma guerra carregada de ódio e preconceito, até a nossa relação com o mundo em tempos de crise.

Conhecemos não só Anne no trajeto, mas também um pouco mais sobre nós mesmos.

Você pode ler mais sobre livros como o de Anne aqui

 

 

Beatriz Martins

Paulistana de nascimento e de coração. Nunca dispenso um cafézinho e uma conversa boa. Amante de livros, séries e música. Enfim, só mais uma pessoa tentando se encontrar nesse mundão.