Resenha: A princesa salva a si mesma neste livro

O livro “A princesa salva a si mesma neste livro” de Amanda Lovelace traz poesias escritas pela norte-americana. Quando criança Amanda lia contos de fada, tema que inspirou seu livro. Porém a autora sai do tradicional ao fazer poemas em que a princesa é empoderada e independente de um príncipe.

Dividido em quatro partes: A princesa, a donzela, a rainha e você, o livro conta de maneira poética acontecimentos surpreendentes da vida da autora. Na primeira parte a personagem reflete sobre a relação com a mãe e com o seu próprio corpo. Já na segunda parte, ela conta sobre amores que a machucaram e sobre duas perdas, que fizeram com que ela colocasse todo o vazio que sentia neste capítulo. Tornando esta a parte mais triste do livro, eu diria.

No capitulo “A rainha”, ela conta sobre desilusões em relacionamentos, tanto nas amizades quanto nos amorosos. Mas logo, é nítido que há uma transição e ela finalmente encontra um grande amor.Porém, diferente dos contos de fadas, ela não o retrata como um príncipe. Não se trata de alguém que veio para salvá-la, mas sim para agregá-la e mostrar para ela o quão poderosa é. Na última parte, a autora escreve sobre vários assuntos, desde o prazer em ler e escrever até o desastre do furacão Sandy.

Como um todo, o livro é recheado de sentimentos distintos, mas que o tornam completo por nos tocar de formas distintas. Cada poema me causava uma sensação e eu pude sentir minhas emoções oscilarem, indo de página em página, da comoção à empatia. Amanda soube retratar, não só o que ela estava sentindo, mas o que cada um dos leitores um dia já sentiu ou sentirá. Ela foi capaz fazer um livro acolhedor e ao mesmo tempo capaz de nos tirar da zona de conforto por abordar temas que tememos.

 

Leia também a resenha do Diário de Anne Frank aqui.

Júlia Gabriello

Nascida em Ribeirão Preto, mas paulistana de coração. Amante dos encontros e desencontros da vida e apaixonada pela escrita. Acredito que cada um carrega um mundo, por isso, escrevo para espalhar meu universo “particular”.