O homem por trás das lentes da câmera

“O Mackenzie tem sido minha casa há 14 anos e espero que seja por muito mais tempo. Tudo que eu aprendi foi aqui” conta Renato Munhoz, 35, funcionário do Mackenzie.

Renato é mackenzista desde jovem. Iniciou o curso de Sistemas de Informação e de Ciências Contábeis aqui na Universidade, e atualmente, trabalha no estúdio de fotografia.

Segundo ele, além de ter amadurecido e formado seu caráter no Instituto, “a melhor coisa foi ter agregado conhecimento e amizade” ainda mais depois do contato com a foto, algo fora de sua zona de conforto. “A minha experiência na fotografia foi bem radical. Todo meu conhecimento fora do Mackenzie foi na área administrativa, para mim foi um desafio. Mas encontrei uma pessoa ‘dez’, que eu tenho como professor, que é o Daniel, e estamos aí, aprendendo um pouco a cada dia.”

Sua relação com o Mackenzie, contudo, não encerra aí. Munhoz tem paixão por futebol: “Eu amo futebol, não assistir, e sim jogar”, e já conquistou alguns campeonatos pela Universidade. “Tenho uma história ai com vários funcionários, fui campeão algumas vezes. Já tem 3 anos que a gente é campeão interno, na verdade. Fora [do Mackenzie] também tenho alguns títulos, a gente joga também com outras universidades.”

Entretanto, de acordo com o mackenzista, a maior conquista de sua vida, nada tem a ver com competições ou troféus. Nas palavras dele: “A minha melhor experiência foi a chegada do meu filho.”

O funcionário, que é um homem “extrovertido e humilde” gosta também de ajudar as pessoas. “O que eu puder fazer para ajudar uma pessoa, eu ajudo. Se eu não puder ajudar, eu fico neutro. Eu acho que isso me diferencia bastante das outras pessoas.”

A sua forma de zelar pelo próximo, é possivelmente consequência de um trauma que sofreu. “A pior coisa da minha vida foi um acidente que eu sofri de moto, não lesionei nada, só quebrei um dedo. Mas o susto faz com que você pense melhor naquilo que  faz e em como trata as pessoas. Pensando por esse lado, todos somos frágeis.”

Para ele, homem cristão, o que mudaria o mundo seria a volta de Jesus. Porém, cada um pode colaborar a sua maneira. “Eu acho que a volta de Jesus ajudaria bastante. Só Ele mesmo, está na mão de Deus e de Jesus. O que eu posso fazer é dar conselhos, falar que a vida é ajudar o próximo. Se eu tivesse a oportunidade de ajudar as pessoas, seria dessa forma.”

Beatriz Lia Santiago
Eu amo dançar e adoro começar me descrevendo a partir disso. Acredito que a dança, assim como a escrita são formas únicas de expressão. Sou geminiana e estou mudando sempre de ideia. Às vezes distraída, mas sempre pensando e produzindo mil coisas na cabeça.