Reaproximação entre as Coreias marca os Jogos de Inverno

Reaproximação entre Coreia do Sul e a vizinha do Norte marcou os jogos de inverno

Por: Fábio Ribeiro Barreto

As Olimpíadas de Inverno de PyeongChang acabaram e com ela, sagrou-se campeã a Noruega. Além de mostrar modalidades esportivas praticamente impossíveis de serem praticadas no Brasil, nos mostrou mais que isso. Vimos a Rússia sendo banida pelo escândalo de doping em seus atletas, a brasileira Isadora Williams chegando à final da patinação artística individual (primeira sul-americana da história a avançar para as finais) e o princípio de uma reconciliação entre as duas Coreias.

 Na cerimônia de abertura, as vizinhas apareceram com uma bandeira unificada, da Península da Coreia sobre um fundo branco, além de unificar a equipe de hóquei no gelo feminino. Já no encerramento do evento, foi possível ver o líder da delegação norte-coreana, Kim Yong-Chol, apertando a mão do presidente sul-coreano Moon Jae-In. Além de estar sentado logo atrás da filha de Donald Trump, Ivanka.

Alguns sul-coreanos não gostaram nada da aproximação com a vizinha e chegaram a realizar alguns protestos. Yong Chol é suspeito de ter ordenado o disparo de torpedos contra um navio sul-coreano em 2010,  que causou a morte de 46 pessoas. O norte-coreano sempre negou as acusações.

O estudante de jornalismo Matheus Paes considera que as olímpiadas deixaram o legado de que é possível uma conversa entre as Coreias. “Se ambos os lados conseguiram se entender para levar uma só delegação, o que impede de se entenderem em todo o resto?”, questiona.

O estudante do Mackenzie ainda considera que existem vezes em que a diplomacia pode funcionar, não é sempre, mas a tentativa é sempre válida.

Recentemente, a Coreia do Sul declarou que irá enviar um representante para a vizinha do norte, visando continuar a aproximação retomada durante os jogos.

Imagem: The Shillong Times

Fonte: IOC