Rádio completa 100 anos no Brasil e profissionais debatem a relevância

Por Allan Batista, Ana Carolina Maciel, Ana Luiza Guerbali, Diego Costa, Flávia Fernandes, Gabriel Vieira, Isabela Vitiello, Julia Guaraldi, Júlia Wasko, Juliana Abel, Larissa Maria, Larrani Guariente, Letícia Juang, Luiza Paniagua, Mayra Oliveira, Milena Ogeia, Verônica Lopes, Vinicius Robassini e Vitoria Cristina Zamboti.

O Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) sediou, na tarde desta quinta-feira, 29 de setembro, um evento em comemoração ao centenário de existência do rádio no Brasil. O auditório do edifício Reverendo Wilson Souza recebeu, no primeiro painel, os radialistas Nilo Frateschi, Fernando Vítolo e Juliana Paiva, que conversaram com alunos, professores e demais presentes sobre o mercado do rádio na atualidade.

A professora Márcia Detoni, que abriu o evento, ressaltou o fato de que, apesar de falas contrárias, o rádio se mantém vivo na atualidade, uma vez que, de acordo com levantamento do Kanta Ibope Media, 83% das pessoas abordadas ouviram ao rádio nos últimos 30 dias. Para a professora, organizadora do evento, o Mackenzie olha para o que acontece no mundo tecnológico, inclusive no que diz respeito ao universo do rádio.

Ao tomar a palavra, Juliana Paiva contou um pouco de sua trajetória. Segundo ela, quando se fala em rádio, logo se pensa em apresentadores, locutores e voz, mas existem outros segmentos igualmente importantes, como redação, produção, pós-produção, estética e negócios. Juliana contou ainda como empreendeu ao criar uma agência de produção de conteúdo para rádio. 

“Enquanto houver voz, vai haver rádio”, seguiu Nilo Frateschi, ressaltando também que produtos como o podcast são dele (rádio) uma variação.

Ainda sobre o universo do podcast, Fernando Vítolo falou sobre como o conteúdo produzido para esta mídia pode ser melhorado com maior preparo dos profissionais e a relevância para a vida das pessoas.

Para encerrar, Fernando Vítolo e Nilo Frateschi chamaram a atenção para “100 Anos do Rádio”, livro que escreveram após coletarem depoimentos de 100 profissionais. “E vai ter volume dois!”, prometeram os autores.

A segunda mesa do dia teve como proposta abordar os avanços neste centenário. O painel recebeu o radialista, pesquisador e professor de áudio associado da Universidade de Minas Gerais, Pedro Vaz, e o radialista, pesquisador e escritor, Hamilton Almeida.  

Na abertura, a professora mediadora, Márcia Detoni, ressaltou que para ver o futuro é necessário retomar o passado e apresentou um breve vídeo que mostrou ao público um pouco do dia a dia na Rádio Mackenzie que, recentemente, produziu o “100 Ondas de Rádio”, em comemoração ao ano do centenário.

Hamilton Almeida, com a palavra, apresentou imagens, e contou como, no século XIX, a eletricidade revolucionou o universo das comunicações, com destaque para o rádio.  Hamilton levou aos presentes uma história pouco conhecida, a do Padre Landell, precursor da telefonia sem fio no ano de 1899. 

Já Pedro Vaz apresentou a vida de Edgard Roquette-Pinto, que via o rádio como um meio ativo para proporcionar educação à sociedade brasileira, recusando a ideia de tornar esse meio uma forma de lucro. 

A aluna do quarto semestre do curso de jornalismo, Domitila Araújo, também esteve presente neste painel e apresentou um pouco do que os alunos produzem como projeto radiofônico.

Eventos como este, segundo o coordenador do curso de jornalismo, professor Hugo Harris, ajudam o aluno a ampliar seu conhecimento.

Para o diretor do Centro de Comunicação e Letras, professor Rafael Fonseca, o evento traz a relevância do rádio para o jornalismo brasileiro.

O professor Álvaro Bufarah, também organizador do evento, avalia o sucesso dos paineis e avalia como positivo o debate sobre o centenário do rádio no Brasil.