Preenchendo o vazio

Preenchendo o vazio

Já ouviu falar em Stencil? É uma técnica de arte que pode até ser fácil, mas só quando se tem um molde pronto. Ela desenvolve-se preenchendo o vazio. Logo no segundo dia da XIII Semana Viver Metrópole, esse método artístico foi aplicado nas paredes internas da FAU-Mackenzie.

Thiago Nakano, aluno do 1º semestre de Arquitetura, aplicando o spray sobre o molde.
Thiago Nakano, aluno do 2º semestre de Arquitetura, aplicando o spray sobre o molde.

Organizada pelo Mosaico (Empresa Júnior de Arquitetura e Urbanismo), a oficina trouxe conceitos básicos desse processo e de como reproduzi-lo. Primeiro de tudo, temos a execução do molde que pode ser concluída em papel, plástico, metal, ou qualquer outro tipo de material que suporte a tinta. Podemos usar nossa criatividade para produzir letras ou desenhos em uma determinada superfície, aplicando tinta através do corte na folha. A principal vantagem de um Stencil é que ele pode ser reutilizado para produzir várias vezes e rapidamente, usando o mesmo molde.


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Bruni Bigh, instrutor da oficina.

Dica dos bastidores

Bruni Bigh, 19, instrutor da oficina e que está no segundo semestre de Arquitetura, dá dicas em relação aos materiais: “Você pode fazer do que você quiser, só o molde que tem que ser firme para não borrar com a tinta. Podendo usar spray, tinta acrílica, pode passar com o pincel, apenas tomando cuidado para não borrar.” Ele também indica dois grandes nomes no Stencil: Banksy e Andy Warhol. Deixando um recado, ele afirma: “O Stencil, assim como qualquer forma de arte, requer treino e raciocínio.”

Victor Algranti, 17, organizador da oficina e que também está no segundo semestre de Arquitetura, conta que a inspiração do evento foi uma empresa de arquitetura. Uma das formas que incluíam no projeto foi o uso do graffiti. E ele completa: “Com isso restauraram ruas e até bairros no centro de São Paulo, dando vida e até mais segurança ao local. Então queríamos trazer um pouco dessa experiência realizando a oficina, renovando o prédio e tornando-o em constante metamorfose.”

 

Texto feito por: Thiago Nakano

Edição de fotos: Thiago Nakano

Créditos: Ricardo Homma

Revisão: Isabela Matias