Henrique

Portfólio Henrique Alves Dias – Arte Digital

A arte está em cada detalhe do que fazemos, inclusive em nossos projetos. Quem prova que isso é possível é o Henrique Alves Dias, 22 anos, que está no sétimo semestre de Design. Com seu portfólio impecável, ele explora as formas, traços, linhas, luz, sombra e volume. Veja a seguir o que ele diz em relação a sua arte acompanhado de suas produções:

Para você, o que é arte?Clique para ampliar a imagem!

“Arte, para mim, é a capacidade de tornar palpável, visível e “experimentável”, para todos, o que já é real dentro da sua cabeça.”

O que te inspira?

“Músicas em geral me inspiram acima de tudo, porém acho que a melhor resposta seria a vida mesmo, os amigos, a família, os momentos, os deveres. Tudo ao meu redor molda meus sonhos e objetivos e então começam a surgir ideias e inspirações.”

Quais são seus hobbies?

“Gosto muito de tocar violão, ir em barzinhos, reunir amigos e deixar sempre a casa cheia. Gosto de estudar e de e ler para aprimorar conhecimentos gerais. Gosto também de pequenas viagens, como ir e voltar da praia num domingo monótono.”

Você participa de algum projeto ou Empresa Júnior do Mackenzie?

“Sim! Eu participo da Empresa Júnior de Design Mackenzie.”

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O que o Design representa para você?

“Mecanicamente falando, o design representa a capacidade de tornar reproduzível algo que primordialmente é feito artesanalmente, através de ferramentas de usinagem industrial. Porém, de um modo mais sensível e pessoal, o design é o complemento da arte e vice-versa. Além da arte consumível, que tem um recomeço (como a música ou intervenções artísticas em espaços públicos), existe a arte de tornar um projeto algo único pra cada pessoa. Então não vejo o design como algo contrário a arte. Algo tão mecânico. Eu o vejo como a oportunidade de transformar a arte em algo a mais, em algo grande, que todos vão poder olhar, ter e experimentar por tempo indeterminado.”

O que levou você começar a fazer arte?

“Acho que desde pequeno eu tive engajamentos para o mundo artístico. Minha família sempre foi da área. Meu pai era hippie e fazia arte em quadros e camisetas pra se sustentar aqui em São Paulo. Nessa época, ele tinha vindo de Minas e cursava direito. Já minha mãe, é artista plástica. Enquanto não podíamos morar em São Paulo com meu pai, fiquei muito tempo vivendo em Minas. Eu sempre tive oportunidades de expressar minha criatividade. Era natural de minha família praticar a pintura, construir ou compor algo. Além disso, meu brinquedo favorito da infância era o LEGO (e talvez ainda seja). Toda a minha criatividade e capacidade veio de poder construir tudo o que eu imaginasse com ele.”

Que tipo de materiais/programas você usa?

“Basicamente, para os meus projetos, eu uso o Rhinoceros e o Zbrush, programas de modelagem 3D. Sendo o primeiro para projetos poligonais, com medidas e especificações de material e etc, e o segundo para projetos mais artísticos, como esculturas e afins. Além deles, uso Photoshop, Illustrator e Indesign para os projetos gráficos, mas eu prefiro trabalhar com produto.”

O que você sente ao realizar vários tipos de arte?

“Me sinto com a capacidade de expor para o mundo tudo o que tem dentro da minha cabeça. Os meus projetos sempre têm algum tipo de apelo e caráter sentimental. É o melhor que eu posso fazer, porque além de mostrar meu talento e a qualidade que consigo configurar para os projetos, também gosto de aprender ao máximo com a experiência, e me aprimorar constantemente. Eu acho que, na verdade, eu me sinto um designer completo quando vejo o resultado dos projetos.”

Você gostaria de falar mais alguma coisa sobre seus trabalhos?

“Eu gostaria de acrescentar o projeto da minha vida. Mesmo ainda não estando pronto, acho que é o que mais me representa como designer e os meus objetivos de vida. Essa semana eu abri a página do Instagram da marca de bonecos articulados que estou desenvolvendo no TCC, e nela tem todo o processo e história da marca. Eu estou muito confiante para o resultado desse projeto, pois pretendo levar para a minha vida. A página é a @numedoll e toda semana eu tento atualizá-la e mostrar o avanço do projeto.”

“De longe, esse projeto é o que mais me fez perceber o quanto o design e a arte são maravilhosos, o quanto meu potencial como designer é grandioso, pois nunca fui alguém de me auto elogiar e achar que as coisas que eu faço são boas. Porém, eu tenho me sentido um designer notável com esse projeto. E eu gostaria que pelo menos isso servisse de inspiração para os outros, que eles encontrem algo que realmente os façam sentir como eu me sinto. Poder se entregar aos seus projetos, mesmo que não sejam demandas que os agradem, mas que possam fazer da melhor maneira possível para se sentirem honrados pelo resultado.”

Tem algum recado para os mackenzistas, relacionado a arte?

“A arte é algo que preenche os corações das pessoas. Eu sinto muita falta dos sarais que os alunos faziam na praça de alimentação do Mackenzie. Era um momento bacana de ouvir uma música, um poema, ou uma rima, ver os alunos se expressando e etc. Acho que a vida caótica de São Paulo e o estresse da faculdade merecem ter esses momentinhos de paz, através da arte.”

Veja mais produções diferentes de Henrique: