pantera negra- um show de representatividade

Pantera Negra – Um show de representatividade!

Você com certeza já deve ter ouvido falar do novo filme da Marvel, Pantera negra.

O longa, que vem sendo um sucesso de crítica, conta a história de como T’Chala se tornou o Pantera e o rei de Wakanda, uma nação africana super desenvolvida tecnologicamente, mas que é isolada do resto do mundo.

Apenas por essa breve sinopse o filme parece ser apenas mais um “origens” de super herói, mas não se engane. Diferente da maioria dos filmes da Marvel, que são carregados de humor, a obra aborda uma temática mais séria e questões muito presentes no nosso cotidiano.

Em uma indústria cinematográfica ainda muito racista, o filme é um marco em representatividade negra, com seu elenco praticamente todo composto de pessoas negras.

Além disso, os roteiristas de Pantera Negra foram  Ryan Coogler (que também dirige o longa) e Joe Robert Cole, ambos negros, em parceria com Stan Lee e Jack Kirby.

O filme mostra costumes e tradições africanas e também usa do figurino e da trilha sonora para expressar mais dessa cultura.

 O enredo é a melhor parte. Podemos ver criticas sociais a ferida ainda aberta da segregação racial no EUA e no mundo.  A surpresa de alguns com o diferencial de um herói negro em um filme retratado na África confirma que esse preconceito ainda é muito vivo em nossa sociedade.

Há ainda uma crítica a falta de compaixão com refugiados, e como as nações mais ricas preferem não interferir mesmo que seja o “seu povo” que esteja sofrendo.

Killmonger é o vilão do filme, interpretado por Michael B. Jordan.

Quando o vilão aparece é possível entende-lo. Diante do contexto em que ele viveu conseguimos compreender os seus motivos contra Wakanda. Afinal, escolher não fazer nada é o mesmo que ser conivente com o seu sofrimento.

Digo até, que mesmo não concordando com a forma que ele age, é possível ver sentido em seus ideais. E a atuação de Michael B. Jordan nos passa a sua revolta com tamanha maestria que chegamos a ver razão no que ele diz.

Se já não bastasse todo esse show de representatividade negra, o filme ainda conta com destaques femininos no elenco e na trama.

Lupita Nyong’o,Danai Gurira e Letitia Wrigh representam mulheres fortes e guerreiras.

Elas ocupam papeis de poder em Wakanda, protegendo o país junto com o Pantera negra.

Guerreiras de Wakanda.

A aluna Rebecca Gomes, da Universidade Mackenzie, do 2° semestre de jornalismo, é negra e participa do coletivo negro da faculdade, o Afromack.

Ela diz que essa representatividade está em falta nesse tipo de filme.

” Acho que faltava essa representatividade, e foi isso que o Pantera Negra trouxe.”

Rebecca também afirma que é muito importante que filmes tragam cada vez mais temáticas negras.

“Tem que visar mais mesmo, e acho que tem que trazer mais. … Acho que ainda é pouco, que temos que vir com tudo!”

Já deu pra ver que Pantera Negra é um filme incrível, e você já foi assistir?  A gente tem dica de cinema.

E se você quiser ler mais sobre representatividade tem mais aqui.

Beatriz Martins

Paulistana de nascimento e de coração. Nunca dispenso um cafézinho e uma conversa boa. Amante de livros, séries e música. Enfim, só mais uma pessoa tentando se encontrar nesse mundão.