Outra visão: México

“A gente pegou um feriado para viajar e fomos para uma cidade. Olhamos um hostel bem baratinho, era horrível. A gente saiu de lá, fomos para rua. Não tínhamos internet,  nem dinheiro. Estávamos em uma situação de crise. Os intercambistas e um ‘cara’ da AISEC (organização que fez o intercâmbio) que tinha morado na cidade conversou com um amigo e ligou pedindo para usar a internet. Fomos para a casa do menino, usamos a internet, até conseguirmos um lugar para ficarmos”, conta Thais Paiva sobre seu intercâmbio no México.

Ela tem 20 anos e estuda jornalismo. Optou pelo curso enquanto fazia ciência da computação. “ Eu levei muito tempo para saber o que eu queria da minha vida e o que eu não queria. Entrei em computação porque eu sou muito boa na parte de lógica, cálculo… Eu gostava disso, mas não para trabalhar. Estudar computação foi o que me mostrou que eu não queria trabalhar com  aquilo”, diz. Ela descreve como libertadora, a sensação de mudar de curso e diz que essa foi sua maior loucura no Mackenzie. “E a minha maior loucura se encaixa nesse momento da minha vida que eu troquei. Teve um dia que eu acordei fui para a faculdade e percebi que não queria aquilo, fui para a casa e em uma hora cancelei a matrícula. Me inscrevi para o vestibular, eu só tive um mês de estudo para o vestibular. E eu cheguei a noite e simplesmente falei para os meus pais, tranquei a faculdade e vou prestar para outra coisa. Foi um momento que eu senti que eu estava no comando da minha vida”, continua.

A jovem também fala de seu sonho de viajar e conhecer o mundo. “Meu maior sonho é morar em outro país, trabalhando com jornalismo. Não como representante do Brasil, eu quero entrar mesmo na cultura desse país e falar sobre ela. Não só um país, vários lugares. Eu gostaria de ser, tipo uma Glória Maria da vida”. Ela tem uma paixão tão grande pelo mundo que trabalha, como voluntária em uma organização que promove o intercâmbio de jovens pelo mundo. “eu trabalho em uma organização que promove a liderança entre jovens através de intercâmbios voluntários. Então, nós temos essa coisa de mudar o mundo todo dia presente com a gente. E a gente, realmente realmente entende de que o mundo precisa é troca de culturas. O que falta são as pessoas terem empatia uma com as outras”, diz.

Ela pode viver essa experiência e sente saudades: “Um lugar que eu gostaria de estar, no México. Estou com uma saudade absurda. Eu morei lá um mês e meio, fazendo um projeto social. Não sei se é por causa do mundial, se é porque eu tenho amigas que estão lá agora, mas eu estou com muita, muita saudade do México”.

A Cidade do México encantou a estudante em todas suas formas, mas a arquitetura teve destaque pela sua preservação. Eles mantém a tradição e não possuem muitos prédios modernos como vemos muito na capital paulista. São muitas casas simples e alguns sobrados.  São poucos prédios que possuem esse conceito mais novo, e esses ficam mais concentrados em uma avenida principal. “A cidade parece muito cultural, como eles tem essa arquitetura preservada muito forte você vê em cada prédio uma história, principalmente no centro”.

Outra coisa importante de ser citada é que a Cidade do México comparado com São Paulo possui uma situação socioeconômica menos favorecida. São Paulo por ser um centro de negócios incentiva a construção de prédios com arquitetura modernizada.

Ela ressalta alguns locais marcantes e muito bonitos para se visitar “o Palácio Nacional, fica bem no centro da cidade e é onde o presidente fica quando está na cidade, onde faz suas declarações oficiais. O interior do prédio é todo pintado pelo artista Diego Rivera, através dos desenhos ele conta toda a história do México, é realmente muito bonito!”

O Palácio conta com várias alas e é muito grande, possui essa parte dedicada apenas ao Diego Rivera, tem outra ala aberta com monumentos mais modernos, corredores com lustres preservados.

 

Por: Arthur Gutierres e Luana Figueiredo

 

Luana Cunha de Figueiredo

Futura Jornalista apaixonada por girassóis e pelos pequenos detalhes da vida. Curiosa o suficiente para questionar e refletir sobre tudo a sua volta.