O Velho Lobo

Um grande pavor para muitas pessoas é o famoso número treze, mas por que tanto medo de um número formado pelo algarismo 1, que simboliza coragem, iniciativa e disposição para correr riscos. E formado pelo algarismo 3, que representa a autoconfiança e o otimismo de acreditar no melhor da vida, além da reação de leveza e liberdade que acompanha essa atitude positiva perante os desafios.

E com esses pensamentos Mario Zagallo, embaixador das categorias de base do Botafogo-RJ, conseguiu conquistar quatro títulos para o Brasil, em 1958, 1962, 1970 e 1994, e conquistar seu eterno reinado como o grande Zagallo número 13. O velho lobo era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Iniciou sua carreira no América carioca (conquistando o Torneio Início em 1949), transferiu-se, e foi posteriormente tricampeão carioca pelo Flamengo. Em 1958 foi para no Botafogo na fase áurea do time, jogando ao lado de grandes astros como Garrincha, Didi e Nilton Santos, conseguindo conquistar a Taça Brasil, e ser bicampeão carioca.

Meses após sua aposentadoria como jogador em 1966, começou a carreira de treinador da categoria juvenil do Botafogo, iniciando sua longa carreira. Conseguiu crescer muito nesse meio, obtendo quatro oportunidades no Botafogo, três no Flamengo, duas no Vasco da Gama e uma no Fluminense, assim como no Al Hilal, no Bangu e na Portuguesa. Em seleções nacionais, comandou a Seleção Brasileira por três vezes, Seleção do Kuwait, Seleção Saudita e Seleção dos Emirados Árabes Unidos. Seu último trabalho foi como coordenador técnico de Carlos Alberto Parreira na Seleção Brasileira. Conquistou dois campeonatos mundiais como técnico da Seleção nacional e um como coordenador técnico, além de vencer duas edições da Copa das Confederações. Também como treinador, conquistou dois títulos Sul-americanos e vários outros títulos, que o tornaram técnico de renome mundial.

Atualmente, Zagallo não desenvolve mais atividades ligadas ao futebol, mas sua superstição e afeição ao número 13 sempre ficará na memória e nas glórias de todo fã do esporte brasileiro, em especial do futebol.