O uso da psicologia das cores

UM POUCO DA ORIGEM DAS CORES

Primeiramente, para entender como funciona as cores no cinema, é importante compreender a teoria geral das cores. O estudo das cores se relaciona aos experimentos de Leonardo da Vinci, Goethe, Isaac Newton, entre outros artistas e gênios da história. Newton viu que o espectro apresentação no seu estudo sobre a difração da luz é formado pelas sete cores do arco-íris, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

As cores podem ser apresentadas como primárias: amarelo, vermelho e azul, secundárias: violeta, alaranjado e verde, e as terciarias são o resultado da mistura das cores primárias e secundárias. Além desse formato de classificação, existe outro. As cores quentes, como vermelho e laranja, e cores frias, como verde e azul.

Nos estudos psicológicos das cores, psicólogos e cientistas viram que as cores passavam sensações, emoções e influenciavam as opiniões das pessoas. Por exemplo, as cores quentes, são utilizadas em ambientes grandes para passar um ar mais acolhedor ao usuário/integrante. Além disso, influenciam no dimensionamento, temperatura, simbolismo e recordações de quem as vê.

 

A TEORIA DAS CORES NO CINEMA

Muitos filmes e documentários utilizam a psicologia das cores para transmitir ao telespectador as emoções desejadas. Stanley Kubrick, por exemplo, mostrou sua obsessão pela cor vermelha, ao criar uma das cenas mais icônicas do cinema em “2001 – Uma Odisseia no Espaço”. A cor vermelha tem como objetivo transmitir o perigo daquela situação.

Pode parecer clichê, mas as cores são muito importantes no cinema e até mesmo na publicidade. Na construção visual de um filme ou personagem, o diretor se reúne com o diretor de fotografia e com a equipe de arte para definir qual será a estética daquele projeto e como ele vai ser realizado. Todas as ideias vão definir como vão ser os figurinos, cenários, iluminação e qual sentimento ou emoção aquele filme vai passar para o público.

“Um aspecto que é importante a gente lembrar sobre cores é que elas não são uma propriedade da matéria e sim da luz. Como tudo que passa pela nossa percepção, as cores influenciam as nossas emoções. A publicidade tem, por natureza, o objetivo de emocionar, de usar a percepção para causar uma ação. Por isso, a teoria das cores é uma ferramenta fundamental para a construção da narrativa publicitária.”. Explica a professora de desenho do Mackenzie, Carolina Vigna.

As cores podem até passar despercebidas para a maioria das pessoas, mas depois que você começa a analisa-las e entender o papel psicológico que elas desenvolvem, vai reparar nesse pequeno grande detalhe em todos os filmes que assistir.

 

Texto: Denis Pimentel e Matheus Albuquerque

Carolina Costa Lima Torelli Bolota
Mente nas nuvens com os pés no chão.