O sonho do dia ideal

Há dias em que desejo estar de férias de tudo e todos – todos é força de expressão, mas é fato que desejo não ver alguns muitos. Acordar ao meio dia e ter o almoço como café da manhã. Almoçar assistindo os melhores momentos da goleada do meu time sobre um rival.

Ao final da tarde, assistir a um faroeste do John Wayne que eu nunca tenha assistido, e que seja melhor do que todos os outros que eu já tenha visto. Depois, ler uma crônica, uma poesia ou um conto que, ao final, produza em mim um sorriso invejoso, mas não proveniente de uma inveja pecaminosa, mas sim de uma inveja que me faça perguntar a mim mesmo: como é que eu nunca pensei nisso antes para não tê-lo escrito primeiro?!

Antes de dormir, assistir a um mágico jogo de basquete que só seja decidido em uma bola de três no estouro do cronômetro da segunda prorrogação. Ao deitar em minha cama, conseguir ouvir  o barulho da chuva gelada batendo nas folhas de metal da  janela, e poder me apertar entre as dobras do cobertor. E sonhar. Sonhar com dias como estes, como hoje sonho.

Vivemos para completar uma lacuna em nós que tem sede por alegrias e realizações. Todos os dias acordamos, trabalhamos e estudamos, mas mesmo em meio à monotonia da rotina, tentamos nem que por um instante, encontrar um refúgio de felicidade. Existimos para sonhar e nos satisfazer, para preencher uma sensação de vazio do tamanho da eternidade que em nós existe . Por isso é que desejamos constantemente eternizar em nós os momentos em que estamos plenos e realizados. Queremos que seja para sempre, que não tenha fim. Carecemos de uma completude.

Devemos sonhar. Por mais quiméricos ou irrealizáveis que sejam os sonhos. Para poder provar a sensação de eternidade, ou então, procurá-la no lugar certo e, enfim, se fazer completo.

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Matheus de Siqueira Nunes

Um apaixonado por futebol, que assiste basquete semanalmente, joga truco ocasionalmente e tenta viver poeticamente…