O ato proibido

Não é permitido sentir.

Disso não há como fugir.

Agora, isso é imposto.

Mas eu faço o oposto.

 

E com isso: a miséria.

E com isso: a angústia.

E com isso: a amargura.

E com isso: a tortura.

 

Padece o diferente, enfim,

sempre foi desse modo.

Mesmo os males conhecendo

 

sentir eu escolho, sim.

Com orgulho de ser humana,

essa especie profana.

 

Fotografia por Guilherme Rossi