Ela não é de porcelana

A primeira vista, Natália Vitória não aparenta ter desbravado tanto o mundo com 19 anos de idade. Sua baixa estatura faz com que acreditem que ela seja frágil. A estudante do quarto semestre de Jornalismo, contudo, relata uma realidade além das aparências: “Eu acho que o Mackenzie me ajudou muito na questão de confiança em mim mesma. Me mostrou que eu não sou de porcelana, não vou quebrar, nem derreter, e vou conseguir fazer minhas coisas.”

Optar pela Universidade Presbiteriana, segundo a jovem, foi tarefa fácil. “Escolhi estudar aqui por tradição, porque meu pai estudou no Mackenzie e meu irmão também estuda. Sempre achei muito bonita a relação que eles tinham com a faculdade. Além disso, ouvi muito bem sobre a qualidade de ensino.  Quando entrei, pude comprovar a qualificação, tecnologia e ‘ser mackenzista’, ter orgulho da faculdade.”

A ingressão na graudação foi crucial também para que a futura jornalista obtivesse uma mente mais aberta. “Eu acho que a melhor experiência que tive aqui foi conhecer gente nova, com ideias similares as minhas ou pensamentos totalmente diferentes. Você começa a questionar, mudar de opinião ou até a acreditar mais nos seus ideias. Com certeza mudei desde que entrei aqui… Eu sai da gaiola, eu voei. Amadureci por causa desse embate de opiniões. Comecei a sair de casa, conhecer o mundo. É um ponto que me marcou muito.”

Além do interesse pela área de Comunicação, a jovem aprecia: “Música, música e música mais uma vez. Dança… Livros, eu gosto muito de livros. E viagem. Eu amo viajar. Sempre quis viajar o mundo, mas acho que sou muito jovem, preciso viver um pouco mais para realizar esse sonho.”

Ao tentar definir-se, apontando o que a diferencia de outras pessoas, a estudante alega que: “Eu sei que parece ingenuidade, mas ainda vejo o lado bom de cada um, tento acreditar ao máximo nisso, porém, claro que não serei enganada tão facilmente… E não gosto de ser pessimista. De pessimismo e julgamentos já basta o mundo. Gosto de apoiar os meus amigos, minha família. Ver todo mundo feliz.”

Natália exala otimismo de verdade e, até durante o longo percurso para vir a faculdade, ela se lembra de como a felicidade existe de diversas maneiras ao seu redor. “Eu atravesso a cidade todo dia, demoro duas horas para chegar no Mackenzie, mas eu amo aquela faculdade e chego feliz na sala de aula. Não reclamo porque sei que tem gente que batalha mais que eu.”

Beatriz Lia Santiago
Eu amo dançar e adoro começar me descrevendo a partir disso. Acredito que a dança, assim como a escrita são formas únicas de expressão. Sou geminiana e estou mudando sempre de ideia. Às vezes distraída, mas sempre pensando e produzindo mil coisas na cabeça.