Mulheres na Arquitetura

O lugar da mulher na arquitetura

Dia 08/03 é considerado o dia das mulheres, e neste ano, a FAU Mackenzie apresentou uma discussão em seu saguão, com ajuda do coletivo Zaha (coletivo feminista da FAU e Faculdade de Design Mackenzie), o Dafam ( Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie) e da CAU (Conselho de Arquitetura Urbanismo) . Esse evento teve como objetivo homenagear as profissionais de Arquitetura e Urbanismo e suscitar o debate a respeito da participação dessas na profissão, desafios da atuação profissional nas áreas acadêmicas, projetos e execução de obras, assistência técnica para habitação de interesse social, bem como nos trabalhos
desenvolvidos nas entidades e órgãos públicos.

Hoje, a Redação Virtual, para remeter esse dia e a palestra passada, destaca a trajetória de algumas das maiores arquitetas que marcaram o mundo com talento e dedicação e que se destacaram pela projeção de edifícios que hoje são símbolos de uma época ou formadores da identidade de um lugar. Seja por aspectos estéticos, funcionais ou técnicos, as obras por elas projetadas são inegavelmente relevantes e chamam atenção.

Elas são grandes personagens dessa luta por oportunidades.

Kazuyo Sejima

Depois de estudar na Universidade de Mulheres do Japão e trabalhar no escritório de Toyo Ito, em 1987, Kazuyo Sejima fundou a Kazuyo Sejima and Associates. Em 1995, ela fundou uma empresa com sede em Tóquio, a SANAA (Sejima e Nishizawa and Associates). Sejima foi nomeada Diretora do Setor de Arquitetura da Bienal de Veneza, para o qual ela curou a 12.ª Exposição Internacional de Arquitetura, realizada em 2010. Ela foi a primeira mulher selecionada para esta posição. Ainda em 2010, ela foi premiada com o Prêmio Pritzker, em conjunto com Ryue Nishizawa.

Sua arquitetura propõe habitar entre o material e o abstrato. A escala do necessário calibra uma incessante busca pela persistência experiencial do espaço (micro e coletivo) através do etéreo das formas, das figuras, dos materiais e seus limites

                  

 

CARME PINÓS

Carmen Pinós (23 de Junho de 1954) é uma arquitecta espanhola nascida em Barcelona, formada na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona, em 1979. e em 2016, foi premiada com o Berkeley-Rupp Prize, concedido pelo College of Environmental Design (CED) da UC Berkley, os quais premiam a um designer ou arquiteto que “tenha realizado uma contribuição significativa no avanço pela igualdade de gênero na arquitetura, e cujo trabalho enfatize o compromisso com a sustentabilidade e a comunidade”.

Mercado de la Boquería . Barcelona
CaixaForum Zaragoza / Estudio Carme Pinos
Pavilhão Rio Blanco

 

LINA BO BARDI

Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, (Roma, 5 de dezembro de 1914 — São Paulo, 20 de março de 1992).

No campo da arquitetura, entre suas obras de destaque se encontram:

  • Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, São Paulo, 1951 – originalmente a residência do casal, o edifício é conhecido como a Casa de Vidro.
  • Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, 1958 – considerada sua obra prima.
  • Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Uberlândia- Minas Gerais, 1976
  • Solar do Unhão – Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador.
  • Teatro Oficina, São Paulo, 1990.
  • SESC Pompéia – Fábrica , São Paulo, 1977.
  • Reforma do Palácio das Indústrias, São Paulo 1992 – inconclusa.

ZAHA HADID

 

Zaha Hadid, arquiteta nascida no Iraque, e que se estabeleceu em Londres, transformou- se em uma das profissionais de maior destaque no século 21.

Desde que ganhou o Prêmio Pritzker  – primeira mulher a ser laureada com a honraria – sua carreira seguiu uma trajetória meteórica, com muitas importantes obras construídas e em fase de projeto em todo o mundo. O trabalho de seu escritório sempre buscou expandir os limites da arquitetura através de formas contínuas e singulares que criam contrastes espaciais.

“O uso obsessivo da projeção isométrica e da perspectiva conduziu à ideia de que o espaço em si mesmo poderia ser deformado e distorcido para ganhar em dinamismo e complexidade sem perder coerência e continuidade. Apesar de seu caráter abstrato, este trabalho sempre se volta à realidade arquitetônica e à vida real.”

  

Texto por: Bettina Mendieta Reis