Moda consciente: como ser fashion ajudando o meio ambiente

Na última semana, o Brasil vem sendo motivo de debate mundo afora. O motivo? Meio ambiente. De acordo com o Imazon, organização não-governamental que monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos, houve um aumento de 200% no último ano. Além disso, durante os últimos 16 dias, a maior floresta do mundo está sofrendo com fortes queimadas.

O impacto dos incêndios na Amazônia. Foto: Bruno Kelly / Reuters

Para completar, na última segunda-feira (19) os paulistas se assustaram ao se deparar com o céu escuro, como se fosse noite, em plena tarde. Essa coloração se deu graças aos focos de queimadas que foram observados sobre a Bolívia, Rondônia, Acre, Paraguai e norte Argentino. “Eu estava na aula e quando vi o céu pela janela, levei um susto. Ainda eram umas 15h e de início pensei que a escuridão indicava que iria chover muito. Naquela hora eu só pensava em chegar logo em casa antes da chuva, foi só depois que descobri que não tinha nada a ver.” Contou Ana Beatriz Dias, estudante do quarto semestre de Jornalismo no Mackenzie.

E para quem acha que a moda não pode cooperar com preservação ambiental se engana: cada vez mais o conceito da moda sustentável vem crescendo, essa vertente busca questionar a produção em massa e resíduos químicos produzidos nesse processo. Além disso, centenas de milhares de toneladas de roupa são descartados anualmente por simplesmente não atenderem mais ao gosto de quem as comprou.

Para minimizar esses impactos, os defensores da moda sustentável afirmam que é necessário repensar o tempo de vida útil de uma peça e investido numa produção com novas tecnólogas que visem a reciclagem dos resíduos.

Na contramão do fast fashion, a moda eco friendly tem como principal objetivo peças duráveis e atemporais, que não precisam ser descartadas na próxima estação por “estarem fora de moda”. Brechós também são uma ótima alternativa para o consumo consciente, apps e sites de aluguel de roupa também são uma boa aposta: neles é possível pegar uma roupa cara e fashion por uma determinada data e, em seguida, passá-la para frente, permitindo que outras pessoas as usem.

Já na produção, se defende uma aplicação de corantes naturais e colas menos tóxicas, diminuindo a poluição de oceanos e lençóis freáticos; uso de tecidos ecológicos, que muitas vezes são resultado da reutilização de materiais recicláveis e que exigem menor uso de água e produtos químicos na produção. Um bom exemplo disso é a designer brasileira Flavia Aranha, pioneira no uso de tingimento natural e tecidos orgânicos.

Da mesma forma que se acontece com a moda convencional, é possível aderir ao eco friendly e se manter fiel aos bons preços, qualidade e lado fashion. Se unindo à esta onda, diversas marcas de fast fashion estão criando coleções sustentáveis, como é o caso da Amaro. Nos dias de hoje, a moda precisa ser pensada de forma consciente: o que se veste não afeta somente a sua aparência, mas tem um impacto direto no planeta.

Texto por: Zeinab Bazzi