Miss Fisher: Um tesouro desconhecido

“Elementar, meu caro Watson” é quase certo que você já escutou ou leu esta frase em algum lugar. Ela só é um dos “bordões” mais conhecidos de Sherlock Holmes, personagem criado por Arthur Conan Doyle.  Que já veio para as telas do Cinema ou até mesmo no formato de série das mais variadas formas. Ás investigações feitas pelo egocêntrico, inteligente detetive conquistaram o coração do público, de geração em geração.

 

No entanto, existe quase que uma versão feminina, por assim dizer de Holmes. Esta faz parte de uma série pouca conhecida chamada “Miss Fisher”. Ela retrata as aventuras, resolução de casos de uma mulher altamente independente nos anos 20 da Austrália. Algo que não era muito comum na época, porém era o começo de uma maior participação da mulher na sociedade. Proveniente também depois do número grande de perda feminina na Primeira Guerra Mundial.

 

Os episódios são viciantes e conseguem prender sua atenção. E como se tivéssemos no labirinto em que Teseu derrotou bravamente o minotauro e depois conseguiu sair por possuir um novelo de lã dado por Ariadne.  Assim é o ritmo da série é como o novelo estar em suas mãos.  E ir seguindo a linha através de um labirinto cheio de dúvidas, pistas, suspeitos e no final conseguir chegar até o desfecho de mais um caso.

 

Assim juntamente com “Miss Fisher”, “Jack”, ”Doth”e “Hugh” acompanhamos assassinatos, roubos, intrigas, romance e em um primeiro momento um passado cheio de mistério da protagonista. Que acaba sendo um alvo de investigação. Pouco a pouco você vai descobrindo um pouco mais. Todo o cenário a sua volta é cativante. Ele retrata um pouco daquele espírito dos “loucos anos 20”.  Pode-se dizer que esta série é uma joia rara que infelizmente não tem muita notoriedade. E acaba ficando perdida pela Internet ou na Netflix. Todavia, vale a pena dar uma chance a série. Principalmente para quem gosta do gênero romance policial.