Luísa Fragão: uma visão além do estereótipo

“Desde criança sempre gostei muito de ler e escrever, queria ser escritora na verdade, até pensei em cursar letras por um tempo. Mas aí fui amadurecendo e fui pro jornalismo.” Aos seus 20 anos, a são bernardense, Luísa Fragão, estuda jornalismo e está no 3° semestre.

Para a estudante, entrar no Mackenzie foi uma quebra de barreiras. Até então o que via em sua mente quando o assunto era a universidade, eram estudantes mimados. “Ah eu achava que era só um bando de gente rica. Achava que eu não ia me identificar com nada.” Porém, ao entrar para a Instituição ela percebeu que aqui é um lugar que vai além do que se imagina. “Mas calhou que eu me surpreendi com o Mackenzie, com as pessoas e tals. Pra mim foi muito importante ver pessoas da periferia aqui. Gostei muito do curso, então fiquei. Não me arrependo.”

O Mackenzie, além de proporcionar experiências e momentos marcantes, foi responsável por ensinar muitas lições, não somente na sala de aula, mas também para a vida, isso a mackenzista deixa bem claro, quando questionada sobre essa quebra de estereótipos. “Foi um aprendizado muito grande, porque a gente chega com um preconceito, uma visão estereotipada e acaba encontrando gente de tudo que é canto, de todas as condições. É sempre bom a gente desconstruir esses pensamentos. Foi uma coisa muito relevante.”

Para a futura jornalista, não foi somente a universidade que lhe fez mudar, mas o curso em sí também teve grande influência. “Eu acho que o curso de jornalismo contribui muito pra isso, a gente começa a ver um pouco de tudo, conhecer outras realidades e se colocando no mesmo patamar. A gente fica um pouco mais crítico, talvez mais chato e problematizamos mais. E isso eu acho ótimo, a gente tem que incomodar, mas no sentido de enxergar um pouco além, passar do senso comum.”

Quando questionada qual frase ou palavra lhe definiria, Luísa, com toda a sua graça, responde que uma palavra seria o suficiente, pois no momento não a define, mas espera um dia poder se identificar com ela. “Tem uma palavra que não me define, mas que um dia quero que me defina, que é solitude. Porque a solitude e solidão são coisas diferentes. Solitude é estar sozinho, mas é estar festejando a sua companhia, não estar nessa carência de estar com outros.”

 

Escrito por Douglas Uno

Foto por Paola Churchill