Ativista que estuda Direito

Lucas Souza no Campus Higienópolis da UPM

Lucas Souza, estudante do curso de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos conta nesta entrevista sobre suas escolhas e suas lutas dentro do âmbito acadêmico. O estudante de 23 anos nasceu na Bahia e hoje mora na capital paulista. “Escolhi o curso pois tinha algumas facilidades, como a leitura e escrita, necessárias para realização do curso. Além disso, sempre gostei da ideia de ser um operador do Direito”, diz.

“A universidade mudou minha visão sobre muitas coisas, me deu uma estrutura teórica e crítica para entender o mundo e a sociedade”, diz o aluno. “O Mackenzie me permitiu ainda conhecer e fazer parte do Afromack, coletivo negro idealizado por alunos pertencentes à instituição”. O entrevistado diz que o coletivo lhe deu forças para continuar a frequentar o curso e a universidade. Quando Lucas foi aprovado no curso de Direito da UPM, não acreditou no que estava acontecendo e passou uma semana comemorando.

O estudante diz que já se decepcionou algumas vezes em relação à profissão, principalmente pela realidade que se encontra instalada no Brasil, em que muitas ferramentas do Direito têm sido usadas para a legitimação de absurdos. “Além disso, basta olhar com um pouco mais de crítica para o nosso complexo de leis, judiciário e tudo que compõe esse sistema que perceberemos que é através dele que se legitimam e perpetuam desigualdades em nosso país”, completa.

Gosta de ler, ouvir música, dançar e ver séries. Tem como aspiração de vida Annelise Keating, protagonista da série How to Get Away with a Muder, um seriado que trata de eventos envolvendo o curso de Direito. “Meu sonho é ver pessoas negras  e mulheres usufruindo dos mesmos direitos que os homens brancos privilegiados usufruem. E viver em uma sociedade melhor, este é o meu sonho”, afirma.