criação

Um amor pela criação

“Eu posso dizer, com certeza, que conheci pessoas maravilhosas aqui dentro. Essa universidade me proporcionou amizades que dá para contar nos dedos” diz Lucas Cancian Cortesia, 24 anos, estudante do sétimo semestre de Engenharia Civil, sobre o Mackenzie.

No final da graduação, Lucas está produzindo o seu trabalho de conclusão de curso sobre Infraestrutura Urbana. Sendo que a  é em ênfase em iluminação da cidade. Apesar de cursar Engenharia, o tema está relacionado a outros campos de seu interesse, como a arquitetura.

Segundo o mackenzista, o que o fez optar pela área de exatas foi o contato com o cursinho pré-vestibular. “Com 17 anos, eu não sabia qual área eu iria escolher. Eu optei por exatas porque parecia algo mais completo e tinha vários professores no cursinho que falavam que o mercado estava precisando de engenheiro, fui motivado por isso: tinha uma ideia de querer ser rico. E hoje eu penso: ‘nada a ver’. Por mais que eu esteja no final do curso, eu gostaria de fazer outra faculdade. No começo eu pensava: ‘Será que é isso?’ Mas acabava me dedicando mais as matérias, do que ficar pensando se acertei, ai fui indo e acabei chegando mais ou menos perto do final…”

Ainda que não se sinta completamente satisfeito com sua escolha, para ele o que importa é: “Tentar aproveitar algo que a gente já tem, com algo que a gente queira fazer.” E é por isso que, desde que fez estágio e se deparou com uma parte da engenharia com a qual ele se identificou, o jovem tenta unir o útil ao agradável. “Eu trabalhei um ano e meio em um escritório de engenharia familiar, que é perto da minha casa. Um dia eu bati lá na porta, fiz uma entrevista, gostaram de mim e me chamaram. Lá eu pude perceber que essa parte de projeto é muito legal. Eu trabalhava mais com essa parte de arquitetar, que da engenharia civil. O outro estagiário, fazia arquitetura, mas isso não é a menina dos olhos dele. Hoje ele usa a arquitetura para ter a renda dele, e pensa em fazer outra faculdade, não deixando a arquitetura de lado.”

Mesmo que tenha gostos próximos ao que estuda, o futuro engenheiro civil queria mesmo cursar Ciências Sociais, pois sempre gostou de ler sobre assuntos transversais. Eu me interessei muito por essa área, por conta de gostar bastante de leitura, sempre gostei de ler textos que falassem desde o movimento feminista ao LGBT. E eu tive uma namorada que fazia Serviço Social. acabei frequentando um ano e meio da faculdade dela. É uma coisa totalmente diferente da engenharia. Eu vejo as pessoas da engenharia muito mais sérias e frias… E eu pude me reconstruir e ser essa pessoa que está falando com você agora, de ter uma cabeça melhor que eu tinha. Hoje eu vi que era tudo uma coisa besta.”

Com relação ao seu tempo livre, o estudante aprecia os momentos com os seus amigos, assistindo a filmes ou comendo e anda de bicicleta na Avenida Paulista aos domingos, do metrô Consolação ao Brigadeiro. Nas palavras dele: Nada de muitos agitos, prefiro aproveitar o dia.”

Para ele, sua maior experiência de vida é algo que ainda não lhe aconteceu: receber o diploma da graduação. “Cada um tem uma história, uma identidade e individualidade. Nós temos experiências boas e ruins. Eu acho que tem algo que eu ainda não tenho, mas que almejo ter.  “eu penso que quero muito me formar, porque isso vai ser uma vitória pessoal para mim, depois de ter soado água e sangue. Eu busco a minha felicidade, talvez eu a encontre em tal coisa, que vai estar tudo bem.”

Beatriz Lia Santiago
Eu amo dançar e adoro começar me descrevendo a partir disso. Acredito que a dança, assim como a escrita são formas únicas de expressão. Sou geminiana e estou mudando sempre de ideia. Às vezes distraída, mas sempre pensando e produzindo mil coisas na cabeça.