Jean-Michel Basquiat no CCBB

Obras que personificam o carácter de Nova Iorque, 1960-1988.

Paraíso de criatividade atrás do preconceito, sofrimento e drogas.

   Para os alunos do Mackenzie e outros interessados, desde o dia 25 de janeiro está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), qual fica próximo à faculdade, uma retrospectiva de Jean-Michel Basquiat (1960-1988). Com entrada gratuita, a mostra reúne 80 obras, incluindo pinturas, gravuras, cerâmicas e desenhos, que devem ficar na capital paulista até 7 de abril.

Exposição CCBB

   Jean Michel Basquiat, foi um artista neo- expressionista que nasceu dia 22 de dezembro de 1960, no bairro do Brooklyn, NY. Filho de pai de origem haitiana e de mãe porto-riquenha, Basquiat demonstrava um caráter excepcional desde pequeno, ao já saber ler e escrever aos 4 anos de idade. E aos 6, adquirir uma identificação de sócio-mirim no Brooklyn Museum.

  

   Aos 16, foi expulso da escola e consequentemente de casa. Morou nas ruas, vendia camisetas personalizadas e passou a grafitar, com um amigo, muros de edificações desabitadas em Manhattan, deixando sempre uma marca nas imagens por eles criadas- “SAMO”.

O jovem se torna gradualmente conhecido, e integra o elenco do filme Downtown 81, que narra como um artista jovem mantém seu sustento. Essa questão é embalada por expressões artísticas da década de 80, tais como hip hop, new wave e graffiti. Se torna celebre em 1980, quando integrou uma mostra coletiva – The Times Square Show – financiada por uma empresa denominada ‘Colab’. E depois, tem sua carreira alavancada mundialmente quando recebe uma crítica positiva escrita por René Ricard, um nome de grande destaque nos meios culturais da época.

   

No entanto, quando ia para a vernissage de uma exposição, ele era a estrela da noite. Mas quando saía da galeria, o táxi não parava para ele na rua, porque este era negro. Basquiat viveu muito essa contradição. E ele chamou a atenção em alguns de seus quadros para a falta de diversidade no mundo artístico e para os traumas sofridos pelos negros nos EUA.

O artista, com todo sucesso gerado, começou a fazer fortuna e a esbanjar seu novo status vestindo roupas de grife e curtindo as noitadas sem ponderação.Consequentemente, viciado em heroína, teve um prematuro fim: aos 27 anos, morreu vítima de overdose, em 1988.

Basquiat, teve uma vida atordoada, morou nas ruas, ficou exposto a riscos, sofreu preconceito e não conseguiu lidar com os riscos que sua fama e fortuna o trouxeram. Porém, toda essa realidade diferenciada, foi responsável para o crescimento do distinto paraíso criativo daquele, e hoje em dia é um dos artistas com obras leiloadas pelos preços mais altos e exposições por todo o mundo.

              

Visitação com hora agendada

Para evitar filas e agendar a visita à exposição, acesse o site www.eventim.com.br ou app Eventim (Android ou IOS). Também é possível emitir seu ingresso na bilheteria física no CCBB São Paulo.

Texto por: Bettina Mendieta

Sites utilizados para pesquisa:

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/jean-michel-basquiat-obras-da-colecao-mugrabi/

https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2018/01/jean-michel-basquiat-ganha-exposicao-no-ccbb-de-sao-paulo.html