Janela do viver

Um beija-flor pousou em minha janela esta manhã,

Ele tinha penas marrons misturadas com algumas azuis,

Cantava uma canção desconhecida, nunca escrita.

 

Estufava seu peito a cada nota colocada para fora,

Parecia algo previamente ensaiado por tanto tempo,

Mas soava com a maior naturalidade que poderia existir.

 

Tinha um tom alegre em sua melodia inventada,

Acordava a vizinhança com sua cantoria ao amanhecer,

Não queria saber, era a hora de o mundo ouvir seu canto,

Alguns reclamavam outros paravam para ouvir e se admirar.

 

O beija-flor voa e vai levar sua composição para outros lugares,

E agora o dia já chegou, o sol abriu as cortinas para o espetáculo,

Mas os céus haviam mandando um presente de sorte para olhos sedentos,

De aproveitar mais as músicas que a vida toca às vezes no parapeito de sua janela.

 

Foto por Guilherme Rossi

 

 

 

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Texto por: Mariana Rizzuto, aluna do 6° sem. de Jornalismo