Isso é tão Black Mirror!

“O acaso favorece a mente conectada”, a frase de Steven Johnson transmite perfeitamente o que o professor José Maurício, fã de Black Mirror, passa em suas aulas. Se graduou em publicidade e propaganda na própria universidade, e aos 44 anos, lecionando desde de 2004, tem ultimamente usufruído muito do tema da série, que vem sendo destaque trazendo um futuro distópico de como a tecnologia pode deixar a sociedade.

Sua maior aventura no Mack foi levar todo o equipamento da universidade para o Centro Cultural do Banco do Brasil parar fazer filmagens no local na aula de linguagem audiovisual. E tem muito apreço pela biblioteca do prédio 2, que lhe traz boas lembranças da época que estudava.

Crente de um futuro não tão assustador que nem uma das séries mais famosas do momento (Black Mirror), porém ainda tem medo de como a ciência vai estar nas mãos de poucos.

“Tudo que cria também destrói um pouco, é o que a internet hoje  representa. O Black Mirror cita um caráter destrutivo da tecnologia para entreter, mas não tenho visão positivista do futuro, como nos Jetsons”, diz Zé. “Problemas são resolvidos enquanto problemas são criados”, complementa.

“Se eu pudesse estar em qualquer lugar, agora, nesse exato momento, eu estaria num voo, indo para qualquer lugar, gosto dessa sensação de viajar”.

Gosta de discutir a ciência da complexidade, questões importantes da ciência, mundo da pesquisa e gostaria de mudar o mundo oferecendo mais educação àqueles que não têm acesso à ela.

E essa complexidade é vista em Black Mirror, que é um espelho muito legal pra gente, exagerando na linguagem e na forma como trabalha os temas, mas trazendo uma reflexão para a sociedade do que estamos fazendo, sendo ao mesmo tempo uma forma de entretenimento.

Podemos observar isso com o filme ‘Black Mirror: Bandernatch’ que faz o espectador escolher o destino do filme numa forma interativa ao vivo.

Já daqui há 10 anos, se vê morando em Portugal, onde fez doutorado e criou uma relação muito afetiva com o país, querendo entender mais a cultura lusófona. Mas seu lugar preferido, com certeza, é sua casa.

Texto por: Henrique Cesar