Intercâmbio em Newton, Massachusetts

Gustavo Iglezias, estudante de jornalismo, fez intercâmbio durante um mês em cidade vizinha de Boston

A ideia de fazer intercâmbio pode parecer assustadora, já que é um novo país, uma nova língua e uma nova cultura. Entretanto, Gustavo Iglezias considera que “todos devem passar por uma experiência como essa ao menos uma vez na vida: ficar sozinho e ter que fazer as coisas, se virar sem ter ninguém do seu lado para te ajudar. Te torna uma pessoa melhor quando volta”.

O estudante de jornalismo passou um mês de suas férias de julho em Newton, cidade vizinha de Boston, no estado de Massachusetts, Estados Unidos. Foi a primeira grande viagem internacional que fez sozinho e ficou em uma espécie de república. Ele conta que estudava inglês pela manhã, pegava o trem até Boston, almoçava e conhecia as atrações da cidade à tarde.

“Você está sozinho em outro país, com outra língua, em outra cultura e tem que se adaptar à realidade de lá. Foi muito difícil no começo, mas foi muito bom como aprendizado para a vida”, conta.

Gustavo conta que pôde aprender a se virar sozinho: tinha que lavar a própria roupa e preparar a sua comida, coisa que raramente fazia aqui no Brasil. “Tinha que viver lá, sozinho, porque embora estivesse na casa de uma família, era como uma espécie de república”, relata.

Ele julga o intercâmbio como uma parte essencial do crescimento enquanto ser humano e cidadão do mundo.  “O intercâmbio é importante para a formação, não só intelectual, mas como a cultural, aprender novas culturas , novos hábitos e formação como pessoa. Meus pais falam que eu virei outra pessoa depois do intercâmbio, pois amadureci muito.”

Gustavo considera que quem não passa por algum tipo de intercâmbio perde muita coisa na questão de formação cultural e intelectual, conhecer a si mesmo, saber se virar sozinho, como desenvolvimento de pessoa, amadurecimento enquanto cidadão.