Grandes nomes debatem as tendências do esporte!

Grandes nomes do universo esportivo agitaram a noite da última quinta-feira (18) do auditório Escola Americana, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. A ideia principal do evento desenvolvido era, além de divulgar o novo curso de extensão da universidade, promover uma discussão sobre “as tendências do esporte brasileiro” (como o próprio título já dizia) e, como esperado, do futebol nacional. Para isso, o jornalista Mauro Beting, o diretor executivo José Carlos Brunoro, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez, o treinador do Santos F.C. Dorival Junior e o goleiro palmeirense Fernando Prass.

O debate apresentou seus pontos mais relevantes, como as falas de Dorival Junior sobre a inferioridade brasileira perante à mentalidade européia sobre a formação profissional dos treinadores de futebol. Para o técnico santista, no Brasil, a profissão de treinador de futebol nunca foi tratada como algo mais sério, que requer capacitação obrigatória, por exemplo, o que seria um simples reflexo da concepção brasileira de que o futebol é simplesmente entretenimento, um grande equívoco que, para ele, explica a ultrapassagem do futebol europeu com relação ao brasileiro. Sobre assunto similar, José Carlos Brunoro alertou para a necessidade do Brasil começar a entender, e tratar, o futebol e os esportes de grandes públicos em geral como empreendimentos, como espetáculos a serem vendidos (no sentido da gestão extra campo, claro), assim como os Estados Unidos fazem com a NFL (National Football League), a principal liga de futebol americano do mundo.

Posteriormente, Andrés Sanchez respondeu ao questionamento de um aluno sobre a distribuição desigual das cotas de televisão, favorecendo clubes como Corinthians e Flamengo. Para o ex-presidente, a diferença atualmente “não é tão grande quanto dizem”, demonstrando satisfação quanto ao assunto e exaltando o sistema brasileiro que propicia ao time com maior receita de TV, valor 3,4 vezes maior que aquele com menor arrecadação, número inferior ao sistema inglês que, segundo Andrés, chega a uma diferença de 4 vezes entre estes clubes. Sobre a transmissão dos demais esportes olímpicos na TV aberta brasileira, o gestor José Carlos Brunoro respondeu com um tom risório: “não vai acontecer”, afirmando que as emissoras estão interessadas simplesmente na audiência e que, no Brasil, o apoio à massificação desses esportes deve vir do Comitês Olímpico Brasileiro, do governo federal e das escolas como um todo.

Já no final do evento, o jornalista Mauro Beting colocou ao goleiro Fernando Prass uma questão sobre o Bom Senso F.C., acerca da discordância de dirigentes, principalmente do próprio Andrés Sanchez, com o movimento dos jogadores. Nesta situação, o goleiro afirmou que “a divergência de opiniões é saudável” e alegou que muitas das discordâncias se dão pelas falhas na comunicação entre atletas e dirigentes no meio futebolístico.

Assim, o debate que também foi transmitido Rádio Bandeirantes e veiculado na TV Bandeirantes, finalizou-se e os alunos saíram do local com uma bagagem mais especializada, alimentada pelas opiniões destes profissionais do meio do esporte. Mas, por fim, as questões seguem passivas de debate: “quais as tendências do esporte brasileiro? Nosso país vai evoluir nesse aspecto?”. Se você tem alguma opinião sobre o assunto, deixe nos comentários desse post e interaja com a rede de alunos da RV!