Uma volta ao passado

“Uma visão de mundo para qual eu nunca sonhei em ser apresentada. Eu aprendi a enxergar o ser humano de uma forma mais profunda” diz Giseli Clarice Codjaian sobre sua experiência no Mackenzie há 30 anos. A paulistana de 47 anos entrou na faculdade de Direito com 17 anos e adorou o curso. Apesar disso, ela confessa: “eu queria medicina, mas fiz uma aposta com meu irmão, que eu ia passar no vestibular. Fiz um ano de faculdade com o cursinho e acabei me apaixonando pelo Direito e decidi terminar”.

Outras de suas paixões é o ballet clássico, que praticava quando era adolescente. “Eu amo o ballet porque ele faz você ser livre, mas precisa usar a regra para se expressar. No direito é a mesma coisa, você vai defender a liberdade usando regras”, compara a mackenzista.

Ela também explica a importância das regras, no ballet e para a sociedade: “O ballet, para ser perfeito, tem regras. E para você ser livre, poder quebrar um conceito ou um preconceito você precisa de uma regra que esteja acima de qualquer ser humano. A regra não vê cara, não vê bolso, cor de pele, não vê nada. E quando a gente respeita isso a gente consegue ter um pouco mais de justiça”.

Além disso, Giseli relembra com nostalgia seu lugar favorito dentro da Universidade: “O bosque do Direito, para mim ainda é o lugar mais maravilhoso do Mackenzie. Está no meio de uma cidade, é um oásis no meio da selva de pedras. Tem verde, tem passarinhos voando, é maravilhoso”. Fora da faculdade ela: “adorava ir a uma doceira tomar sorvete e pegar o carro para passear”.

Hoje, com três filhos, a antiga universitária sonha com o dia em que eles estarão formados. “É papo de velho, mas eu quero os meus filhos com diploma da faculdade e um emprego maravilhoso”, brinca ao ser questionada sobre o seu maior sonho. Mas ela também tem planos para o seu futuro: “Eu penso em fazer mais uma graduação, estou entre filosofia e psicologia, é mais provável que eu faça psicologia. Não fiz ainda porque só agora os meus filhos estão crescidos, vou respirar um pouco antes de fazê-la”.

Por último ela fala sobre um mundo melhor. “A gente não muda o mundo, ele é um desafio. Se ele não for assim, nós ficamos acomodados e não saímos da zona de conforto. Agora, podemos cada um de nós, mudar a si mesmo. Realmente o mundo está em uma crise moral, mas é a gente que começa mudando o nosso interior. E isso que faz a diferença”.

Texto por Arthur Gutierres