#Girlboss: da ansiedade a decepção!

Britt Robertson (Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível) como Sophia Amoruso.

Não é segredo pra ninguém que eu sou apaixonada por séries, e muito. Gosto de fazer maratonas e até assistir mais de uma vez aquelas que me conquistaram – Olá, Friends e Gossip Girl! E claro, quando vi o anúncio de que #Girlboss ia ser lançado pela Netflix, meu coração acelerou.

Pra quem não sabe, a série foi inspirada (livremente, como é dito no primeiro episódio) na vida – e no livro –  de Sophia Amoruso, fundadora da Nasty Gal – uma loja online de peças vintages. É basicamente em torno disso que ela se desenvolve.

Quando assisti o teaser fiquei ainda mais ansiosa pelo lançamento. Além de contar a história de empreendedorismo de Sophia (interpretada por Britt Robertson), a imagem que ele passava é que seria uma produção que abordaria bastante sobre empoderamento e feminismo. Ponto pra Netflix. O serviço de streaming aparentava ter conseguido juntar assuntos que interessavam a mim – e a grande parte da minha geração – em uma produção que prometia ser sucesso.

Sophia (Britt Robertson) posa com a jaqueta que deu inicio ao Nasty Gal

O lançamento aconteceu no dia 22/04 e, como aconteceu com 13 Reasons Why, todos os episódios da temporada foram disponibilizados. Como tava louca pra ver, resolvi fazer maratona. Admito que fui arrastando até o 4º episódio. Amei o primeiro – me apaixonei pela jaqueta maravilinda que deu o pontapé no negócio do eBay de Sophia, por Shane, e pelo jargão “eu te amo, caso eu morra” –  que superou minhas expectativas e fez valer a pena o tempo de espera. Do segundo para frente fui ficando decepcionada, principalmente com a protagonista. Sabia que a história real é cheia de altos e baixos e que Sophia tem um gênio muito forte.

Na minha opinião, a história da criação da Nasty Gal (que vejo como um tipo de consumo consciente) ficou totalmente em segundo plano, e acabou sendo mais uma história sobre Sophia e seus dramas pessoais. E foi justamente isso que me irritou, já que eu só conseguia ver uma menina mimada, com atitudes sem escrúpulos, que não pensava em nada no próximo para conquistar o que desejava.

Britt Robertson e Sophia Amoruso

Decepção. O empreendedorismo, empoderamento e feminismo estão presentes na série mas, do meu ponto de vista, com um espaço menor do que o esperado – mesmo sendo protagonizada por uma mulher com uma história um tanto quanto sensacional.

Mas calma, não achei a produção de tudo ruim e decepcionante. Netflix não brinca em serviço não, e por isso a fotografia, a trilha sonora (<3) e o figurino são sensacionais. Há também alguns insights muitos bons, frases que já foram citadas aos montes em redes sociais e personagens secundários que fizerem valer a pena assistir a série até o final.

Claro, isso é o que eu, Gabriela, achei sobre a história. Mas recomendo que você assista a produção, pois pode ser que ela te encante, e seja pra você o que Gossip Girl é pra mim quando o assunto envolve séries e moda.

Ah, se você já assistiu conta pra gente o que achou!