Galerias do centro e sua verticalização

Criação das famosas galerias pelas leis de zoneamento.

Durante o começo do séc. XX, São Paulo apresentava, no centro velho da cidade (Sé, Anhangabaú, Bom Retiro), uma média de altura baixa nas suas edificações. Após 1920, houve uma mudança nos gabaritos dos prédios a Lei 2.332 foi estabelecida, definindo o “Padrão Municipal” – a altura dos edifícios no centro pode variar de duas a três vezes a largura da rua, enquanto nas zonas periféricas o limite era de 1,5 vezes.

A partir de 1930, com a construção do Edifico Martinelli, inaugurado em 1929, uma nova lei teve que ser estabelecida. O prefeito Prestes Maia, que propunha um plano radio-concêntrico para a cidade, aprovou O Código de Obras “Arthur Saboia”, que mantinha o “Padrão Municipal” e, visando a verticalização da cidade, permitia exceções, aumentando o limite da altura para 80 metros. A partir disso, outros modelos de construção foram priorizados no Centro Novo (República, Av. Ipiranga, etc.). Construções que tinham acesso por duas entradas diferentes, com o térreo livre para comercio e estimulo de circulação de pessoas.

Assim, muitas galerias começaram a ser construídas e projetadas. A mais conhecida atualmente é a Galeria do Rock. Construída por Alfredo Mathias, a arquitetura do prédio é bem marcante devido as ondulações projetadas na fachada dos dois acessos. Rua 24 de Maio e Largo Paysandu. Além disso, o arquiteto não utiliza de marquises na construção do edifício.

Acesso Galeria do rock- ondulações na fachada
Interior da Galeria do Rock

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para Giovana Starke, aluna de Arquitetura e Urbanismo e, também frequentadora das galerias. “A criação das galerias no centro promoveram, além de entretenimento e comércio, uma comunicação maior entre consumidores, comerciantes e moradores. Garantindo que um maior fluxo de pessoas frequente a região central da cidade, local que possui muita importância história. O projeto da Galeria do Rock faz uma relação entre edifício e rua, por conter fachada aberta que seja visível aos olhos dos pedestres. Sendo assim, é possível que as pessoas criem mais interesse em conhecer o local.”

Outras Galerias que devem ser visitadas na região são:
a Galeria Arouche; a Galeria Metrópole; o Conjunto Zarvos; O melhor desses edifícios é a proximidade da Universidade Mackenzie.

Galeria Metrópole