Fuja do piloto automático

A Mackenzista Malu contou um pouco de sua experiência como voluntária global no Peru pela AIESEC. A viagem foi em Junho de 2016. Malu ficou no sul do país, na cidade de Tacna, no começo do Deserto do Atacama,  “morar por dois meses no deserto foi diferente de qualquer outra coisa que já tinha feito!”. Sobre o clima ela disse que é um local muito seco. Não choveu nenhum dia enquanto esteve por lá.Fazia calor durante o dia porém de noite muito frio.

Tacna é uma cidade muito pequena e pouco desenvolvida. Possui apenas um grande hipermercado onde se concentra o único fast food do local, uma loja de eletrônicos, um espaço com brinquedos para crianças, cinema, etc, como se fosse um Wallmart.

Malu trabalhou como auxiliar de professora em uma escola pública com crianças especiais. Eram quatro adolescentes na sala em que ficou, um com autismo, outro com síndrome de down e outros dois com atraso intelectual. Eles estavam em seu último ano na escola e como estavam lá a muito tempo eram muito amigos, por isso, não foi difícil desenvolver um bom trabalho. Eram muito inteligentes apesar de não conseguirem se expressar verbalmente.

“O intercâmbio voluntário em qualquer sentido muda pessoa tanto profissionalmente quanto espiritualmente. É um impacto muito grande na sua vida, ainda mais quando você trabalha em um projeto social tão intenso”

Um dos pontos mais relevantes foi a questão do idioma. Malu chegou sabendo o básico do espanhol e voltou fluente. Sua host family a ajudou muito e as outras professoras da escola em que trabalhou também.

Esse intercâmbio mudou muito a posição da jovem no mundo: “Já tinha feito trabalhos sociais no Brasil mas quando você é inserido em uma cultura diferente, em um ambiente diferente e em um trabalho diferente do que você está acostumado a fazer é um impacto muito grande.”

Ao ser questionada sobre quais habilidades desenvolveu com essa experiência ela responde “Minha habilidade de ver a necessidade do outro mais rápido. Como estava em uma escola de crianças especiais que não conseguiam fazer nada por si só eu tinha que estar atenta a toda hora pra enxergar a necessidade antes dela aparecer.

A capacidade de aprender com todas as pessoas, o que essas crianças me ensinaram é fora do comum. A humildade e a alegria.”

Ela termina dizendo que devemos valorizar mais o que temos. Às vezes no dia a dia estamos no automático e lá você aprende a aproveitar cada dia.

Luana Cunha de Figueiredo

Futura Jornalista apaixonada por girassóis e pelos pequenos detalhes da vida. Curiosa o suficiente para questionar e refletir sobre tudo a sua volta.