Fica fria aí, Sibéria

A Europa, no mês de fevereiro, foi marcada por uma onda de frio surpreendente. As temperaturas mínimas atingiram números jamais vistos no continente. Porém, enquanto a Europa esfria, o Ártico se aquece. O suposto inverno Ártico sofre com as mudanças no clima e passa um período quente em relação ao que se conhece da estação. Mas, por que essa inversão climática?

A onda de frio registrada em fevereiro teve sua origem na Sibéria, uma vasta região da Rússia e do norte do Cazaquistão. A “Besta do Leste”, apelido dado por jornais britânicos para a frente fria, tem causado inúmeros impactos em países europeus. A Alemanha registrou a madrugada mais fria de todos os tempos entre os dias 26 e 27. No sul do país, na montanha Zugspitze, as temperaturas chegaram a -30,5ºC.

As tempestades de neve no Reino Unido

O número de mortos já chega a 41 pessoas, especialmente moradores de rua, no continente europeu. Sendo 18 delas na Polônia, em Varsóvia, onde as temperaturas marcaram -16ºC. A “Besta do Leste” causou também nevascas no Reino Unido, impedindo o trafego aéreo e forçando fechamento de escolas. Na segunda feira, Roma, capital italiana, amanheceu coberta de neve, fato que não ocorria desde 2012.

Já no Ártico, a situação é diferente. As temperaturas marcadas estão acima do ponto de congelamento, o que é raro para a região. Especialistas da Organização Mundial de Meteorologia explicam que tal acontecimento está relacionado ao chamado “evento de aquecimento repentino”. Tal evento causa uma divisão no vértice polar com redemoinhos de vento do Oeste.

 

O derretimento das geleiras no Ártico, assunto cada vez mais recorrente e perigoso

A divisão dos ventos, explicam especialistas, pode ser o motivo da frente fria originada na Sibéria e que afetou o continente Europeu. Também é explicado que os picos de calor no Ártico são comuns, mas a anomalia está na frequência e duração de tais eventos.

O debate em relação as mudanças climáticas geradas pelo aquecimento global é então, novamente, foco para o entendimento do futuro do planeta. Nota-se que é inquestionável a seriedade das alterações meteorológicas e que é necessário adotar medidas para amenizar os danos.

Em 2016, a mackenzista Fernanda Keiko, aluna de Ciências Biológicas, realizou um trabalho de conclusão de curso voltado para a importância da educação ambiental relacionada às mudanças climáticas. Fernanda defende que a educação ambiental é de extrema importância para a mudança de valores na sociedade. Ao investigar a percepção ambiental dos universitários, Fernanda procura, também, entender as consequências ambientais das ações comuns do cotidiano. O trabalho completo da aluna está disponível online e você pode saber mais sobre o tema clicando aqui.

O mundo já enfrenta grandes mudanças decorrentes de uma série de falhas envolvendo a preservação ambiental. Na Europa, a situação já é preocupante. Se a situação continuar progredindo de tal maneira, o que podemos esperar para as próximas gerações?

Camila Oliveira

Paulistana de berço mas o coração é um pouco de cada lugar que passei. Sou uma mistura de momentos, experiências e tenho muita história para contar. “Life isn’t about waiting for the storm to pass. It’s about learning to dance in the rain”.