Fashion Revolution chega ao Mackenzie

Na última segunda-feira (22), cidades do Brasil e do mundo deram as boas vindas à mais nova edição da Fashion Revolution – um movimento global sem fins lucrativos que defende uma moda mais sustentável –, que vai até o próximo domingo (28). O tema gira em torno de três eixos principais: trabalho justo e decente, proteção ambiental e igualdade de gênero. Visa uma indústria da moda que restaure o meio ambiente e converse com o público, principalmente mulheres. Mostrando, assim, quem são os responsáveis por detrás das roupas que usam, conscientizando o público sobre todas as fases do processo de produção através da hashtag #EuFizSuasRoupas.

A Fashion Revolution em 2013, após o desabamento do Rana Plaza, em Bangladesh, que trouxe à tona o problema da terceirização na moda. Chegou no Brasil em 2014, e atualmente, já é o maior país no movimento: a edição anterior aconteceu em 47 cidades brasileiras, envolvendo aproximadamente 23 mil pessoas nos 733 eventos. E neste ano, um dos eventos aconteceu no Auditório RW da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Com a mediação do estudante de jornalismo Gabriel Nunes, o Mackenzie recebeu ontem (23) quatro convidadas: Elisa Tupiná, coordenadora de comunicação da Fashion Revolution. Isadora Meirelles, produtora de conteúdo e marketing inclusivo nas organizações. Patrícia Zanella, fundadora e editora do site Entenda de Moda. Vivi Cardinali, consultora de imagem e estilo pessoal. Cada uma das palestrantes falou um pouco sobre sua trajetória profissional e suas metas no mundo da moda – visando um mercado mais justo e sustentável.

Elisa iniciou a conversa contando a meta da Fashion Revolution: buscar a transparência, ética e sustentabilidade na moda, ela afirma que o acesso à informação fez com que o consumidor ficasse mais atento e exigisse mais os seus direitos – e as marcas devem atender a isso e serem mais transparentes.

Isadora luta por uma moda – e comunicação, em geral – mais inclusiva aos deficientes. Defende a criação de estímulos de moda para que se comece a criar um conteúdo que vise deficientes visuais: canais multissensoriais, por exemplo. Ela também afirma que pessoas com deficiência estão exigindo cada vez mais os seus direitos e lutando pelo seu espaço.

Patrícia continua a palestra contando um pouco sobre sua conexão com a moda: por ser filha de lojistas, sempre foi próxima do mundo fashion. Aos 12 anos, cria o site Entenda de Moda, que passa informações de moda de forma diferente. Atualmente, produz um conteúdo exclusivo: defende a moda vegana, o que a obrigou a passar por um processo de reestruturação no site. Além disso, estuda os padrões de sustentabilidade na indústria têxtil, em torno da questão: as marcas acreditam e lutam por isso, ou só falaram para vender?

E por fim, Vivi. Formada em administração de empresas pelo Mackenzie, trabalhou em diversas empresas durante sua carreira, mas sempre se viu infeliz por não poder seguir sua verdadeira paixão: moda. Essa frustração a tornou compulsiva – gastava tudo o que ganhava em roupas, mas usava sempre as mesmas. Após um tempo, notou que essa compulsão afetava o mundo: desumanizava o processo, ela passava a servir às roupas, e não o contrário. Encerra falando que a moda é uma ferramenta de comunicação e que se deve levantar bandeiras com isso, exatamente como a Fashion Revolution faz.

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Texto por: Zeinab Bazzi