Estatísticas alertam para a importância da valorização da vida

Por Mariana Alves

No Brasil, 5,8% da população sofre de depressão, número que está
acima da média global de 4,4%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A taxa coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking de números de casos de depressão na América Latina. A folha informativa da Organização Pan-Americana da Saúde mostra que, no mundo, cerca de 800 mil pessoas morrem em decorrência de suicídio todos os anos, e, para mudar as estatísticas, é preciso combater os tabus e estigmas que envolvem a questão.
A necessidade de tratar o assunto como um grave problema de saúde pública está diretamente ligada à prevenção do suicídio. Identificar precocemente um transtorno mental, saber identificar comportamentos suicidas e acompanhar essas pessoas regularmente através de apoio comunitário são alguns dos meios a serem seguidos para prevenir atitudes drásticas. É essencial que todos sejam encorajados a falar sobre suas vivências e buscar ajuda.
“É cada vez mais importante termos uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.”, diz Adriana Rizzo, voluntária do CVV há 20 anos.
O Centro de Valorização da Vida é uma associação filantrópica que
presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional. Através da linha
telefônica 188, presencialmente, pelo chat ou pelo e-mail, voluntários de todos os lugares do Brasil oferecem suporte de forma anônima e sigilosa para qualquer pessoa que procurar por ajuda.
“Todas as histórias que ouvi durante meus anos de voluntariado foram
importantes e pude aprender com todas elas”, conta Adriana. O mês de
setembro, por exemplo, foi inteiramente dedicado à causa.