Desrespeito a protocolos de segurança na reabertura dos comércios preocupa população

Por Jacy Fernandes e Isabella Livoratti

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), assinou, no dia 13 de agosto, o decreto estadual n°19155/2020, que estabelece os protocolos de segurança para a reabertura dos serviços de alimentação, bebidas em geral e turismo, autorizados a funcionar, a partir do dia 17 de setembro, em algumas cidades do estado. 

No município de Curimatá, localizado no interior do Piauí, com aproximadamente 12 mil habitantes, os comerciantes se posicionaram a favor da reabertura gradual de bares. Brenda Guerra, 25, proprietária de um empório de cervejas, diz achar muito interessante a reabertura, mas ressalta a falta de consciência de algumas pessoas que não seguem as recomendações e os protocolos de segurança. 

Em outubro, a avenida Doutora Estelita Guerra de Macedo, principal Ponto Turístico da cidade, onde estão localizados os bares mais frequentados pelos jovens, esteve lotada, sem nenhum distanciamento social ou uso de máscaras, em claro descumprimento aos protocolos de segurança contra a disseminação do coronavírus, causando preocupação à população da cidade que pertence aos grupos de risco.

Dona Maria Fernandes de Oliveira, 54, vive em Curimatá há 45, e se sente incomodada: “sou a favor, porém com todos os cuidados necessários e com redução de pessoas nos bares, mantendo o  distanciamento, bem diferente da nossa realidade. As pessoas estão negligenciando a pandemia na nossa cidade e cidades vizinhas”.

Em outra região do país, na cidade de Campo Grande, foi publicada, em 14 de setembro, a liberação de locais, como casas de shows, boates e cinemas. Apenas três semanas após a autorização das chamadas “noitadas”, na principal avenida da cidade, ocorreu uma festa aberta, com aglomeração de pessoas sem máscara e aparente despreocupação com a pandemia.

Por outro lado, é nítido o cuidado de alguns comerciantes para atender aos clientes sem risco de contaminação. “Os funcionários estão sempre de máscara, os clientes também, sempre tem álcool em gel à disposição na entrada das lojas” diz Cleberson Arruda, 23, prestador de serviço para lojas na região central da cidade.

O sargento Carlos Ferreira explica que as orientações têm sido oferecidas a população: “damos apoio juntamente com a prefeitura e os fiscais da Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), o estabelecimento que não cumpre a regra sofre uma penalidade de três dias fechados e uma advertência para se adequar às novas regras”. Segundo o militar, se os estabelecimentos voltam a desobedecer às regras, fecham por 15 dias e, caso haja reincidência, o alvará é cassado e o comércio fechado.