Desastre Sírio

Colaboração: Pietra Mesquita

É manhã, tarde, noite no oriente médio. O período do dia já não importa mais. A cada hora, mais um grito se ouve dentre tantos já chamados. Talvez mais um bombardeio que mata dezenas aconteceu ou o pedido de socorro ecoou. A ordem das coisas já não mais importa quando o caos está instalado.

Uma mãe é vista correndo atrás de seu filho. As feridas já estão por todo lado e são testemunhas da inocência de uma criança sendo desperdiçada em meio à guerra. Em prantos, uma garota que sonhou em voar alto. Mas alçar o voo encontra-se impossível diante da queda de paz do lugar em que habita.

Um homem se pergunta até quando. Serão mais 6 anos nessa guerra civil que tanto assola sua vida? Mergulhar mar adentro esperando encontrar refúgio do outro lado é sua escolha. Ele não foi ajudado. E talvez, depois de tanto lutar por sua sobrevivência, encontra-se entre os mais de 400 mil mortos.

Qual seria a justificativa menos absurda para tanta ausência de compaixão? Potências regionais e suas intervenções intermináveis. O que dá a liberdade é o mesmo que a tira novamente. Armas, fogo, canhões e bombas. É uma realidade mais comum do que deveria. Virou cultura. Homens, mulheres, idosos, jovens e crianças. Pessoas. Pessoas que vivem a lastimável, incomparável e dolorosa consequência do radicalismo.

Diferenças religiosas e dissensões estancam e arrebentam a ferida causada pela divisão. Dor desatinada sem compaixão. A pobreza e a miséria são iminentes. Militares, civis, radicais e liberais. Nessa luta ninguém é poupado, muito menos a Síria.

Uma preta de personalidade forte e em fase de crescimento. Estudante de jornalismo, que ama fotografia. Sempre aceita um desafio e “dá a cara a tapa” em tudo.