Decadência do UFC no Brasil

Após derrota de José Aldo para Max Holloway no último sábado, o Brasil continua sem cinturões do UFC entre os homens desde junho deste ano, quando o próprio Aldo foi derrotado pelo mesmo Max Holloway. Pelas mulheres, duas brasileiras possuem o cinturão atualmente, Cris Cyborg nas pesos-penas, e Amanda Nunes nas peso-galo.

Por volta de 2011, quando a Rede Globo passou a transmitir os eventos do UFC durante a madrugada, pareceu que mais uma receita de sucesso aconteceria entre um esporte dominado pelo Brasil e uma boa transmissão. Os brasileiros estavam voando no MMA e colecionando cinturões. Nessa época, Anderson Silva defendia o cinturão com facilidade arrasando os adversários no peso médio, José Aldo era o incontestável campeão dos peso-pena, Junior Cigano dos Santos se tornaria dono do cinturão dos peso-pesado e Renan Barão viria a ser campeão interino da categoria peso-galo no ano seguinte.

O Brasil teve, ao mesmo tempo, quatro cinturões dos oito existentes. Além disso, também era perceptível a participação de Vitor Belfort, Wanderlei Silva, Fabrício Werdum, Lyoto Machida, Rafael dos Anjos, Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro. Faziam lutas regulares e importantes, e eram sempre especulados para a luta pelo cinturão de suas categorias.

Jóse Aldo x Max Holloway

Porém, com o passar do tempo os resultados do Brasil começaram a decair. Cigano foi o primeiro a perder seu cinturão, seguido de Anderson Silva, que era unânime o melhor lutador de MMA brasileiro da época e de todos os tempos. As estrelas começaram a sentir o peso do envelhecimento. Os irmãos Minotauro e Minotouro se aposentaram por conta da idade, que também influenciou a carreira de Vitor Belfort, Wanderlei Silva e Lyoto Machida.

Outro ponto importante que fez com que a constância dos brasileiros caísse com o passar do tempo foi a crise econômica que está ocorrendo no Brasil, que torna os investimentos no esporte menores e, por consequência, piores estruturas para um treinamento técnico e físico adequados.

Atualmente o país conta com apenas dois cinturões do UFC, de Amanda Nunes e Cris Cyborg, que foram campeãs em julho de 2016 e 2017, respectivamente. Entre os homens, Rafael dos Anjos está a uma luta de disputar o cinturão dos meio-médios e já foi campeão do peso leve em 2015. Para Juan Felipe Dias, aluno de publicidade e propaganda da Universidade Presbiteriana Mackenzie e amante do MMA, Jessica Andrade, Paulo Borrachinha e Marlon Moraes são lutadores da nova geração brasileira que um dia podem ser campeões do UFC.

Para ele, o tempo passou para a ótima geração brasileira. “O Brasil teve uma ótima safra com o Anderson, Belfort, Lyoto e Shogun. Só que o tempo passa e a época desses caras já foi. Glover Teixeira, Hacran Dias e Erick Silva que sucederam eles infelizmente não possuem o mesmo nível”. Ele ainda comentou o problema de infraestrutura para os atletas no Brasil. “A infraestrutura pesa muito, e os atletas tem poucos recursos para treino e pouco investimento na carreira. Eles têm que acabar indo para os EUA para conseguir o treinamento em alto nível”.

Não dispenso por nada uma boa resenha sobre esportes. Sou fã de todos eles, mas amo o futebol. Ver uma torcida gritando gol é a minha maior emoção!